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Revista Attalea Agronegócios
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Bovinos de Leite

Protocolos de IATF para aumentar a taxa de concepção de vacas de leite

BRUNO GONZALEZ DE FREITAS
BRUNA MARTINS GUERREIRO
Especialistas Técnicos em Saúde Animal
na Ourofino Saúde Animal

A produtividade por animal é um dos índices que podem impactar na lucratividade das propriedades de leite. Para que o sistema seja eficiente, as vacas necessitam de ambiência, nutrição de qualidade, protocolos sanitários e genética que permita a elevação da produção de leite diária. Entretanto, incrementar a produtividade também aumenta o desafio reprodutivo dessas fêmeas. Portanto é necessário que o manejo reprodutivo seja intensificado para a manutenção da taxa de prenhez, garantindo a continuidade da produção.

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma ferramenta que pode ser utilizada rotineiramente no manejo reprodutivo da fazenda. Sua implementação promove mesma taxa de concepção em relação à inseminação artificial por observação de cio, mas possui vantagens como a diminuição do intervalo entre o parto e a concepção (Teixeira, A. – dissertação de mestrado 2013), elimina a necessidade de detecção de estro, reduz o intervalo entre partos e aumenta a taxa de serviço da fazenda.

Diante dos diferentes desafios produtivos encontrados no Brasil, protocolos para IATF distintos foram desenvolvidos para aumentar a assertividade dos resultados e direcionar os manejos para atingir máxima taxa de prenhez. Para isso, hoje são utilizados dois tipos de protocolos de IATF para fêmeas produtoras de leite:

1) Protocolo base (figura 1): o protocolo dos animais base foi estabelecido principalmente para fêmeas mestiças com média ou baixa produção de leite. Para aumentar a eficiência do procedimento, estudos demonstram que a utilização de 400 UI de eCG (equivalente a 2,0 mL de SincroeCG) no dia da retirada do dispositivo promove aumento na taxa de concepção – esse produto tem função de estimular o crescimento final do folículo dominante. Também é interessante fazer aplicação do Sincroforte no momento da IATF (dia 10) para incrementar a taxa de concepção dos protocolos.

Figura 1: sugestão de protocolo de IATF base para fêmeas produtoras de leite.

2) Protocolo desafio (figura 2): animais em desafio são aqueles que estão em situações adversas que desafiam a capacidade reprodutiva das fêmeas, como: estresse térmico e/ou em sistemas de alta ingestão de matéria seca objetivando alta produção. Nesse protocolo, alguns ajustes podem ser realizados para maior eficiência na sincronização das ovulações e consequentemente manter a taxa de concepção no nível desejado.

A administração de Sincroforte no Dia 0 do protocolo tem o objetivo de remover o folículo persistente, sincronizando de maneira mais eficiente a emergência de nova onda folicular. Ainda, duas doses de PGF (Sincrocio) podem ser utilizadas com o objetivo de aumentar as chances de luteólise do corpo lúteo. Já o Sincrogest Injetável no D14 (4 dias após a IATF), estimula o crescimento embrionário e melhora o ambiente uterino, consequentemente melhorando o processo de reconhecimento materno da gestação – estudos comprovam sua eficiência principalmente nas épocas mais quentes do ano.

Figura 2: sugestão de protocolo de IATF para fêmeas produtoras de leite que se encontram em desafio.

É imprescindível a participação do médico-veterinário para definir o melhor protocolo IATF de acordo com a necessidade de cada propriedade. Além disso, a melhoria da eficiência reprodutiva da fazenda passa pelas boas práticas de manejo na aplicação dos produtos e a busca de mão de obra qualificada para realização dos procedimentos.

 

FONTE: Boletim Técnico Ourofino

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