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Revista Attalea Agronegócios
Comércio Exterior Política Agrícola

Setor de Lácteos vai ter que fazer lição de casa para exportar para China

A analista de mercado do Cepea Natália Grigol afirma que abertura do mercado chinês para lácteos do Brasil foi a melhor notícia do ano.

A abertura do mercado chinês para produtos lácteos do Brasil foi vista como a melhor notícia do ano para o setor. De acordo com a analista de mercado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Natália Grigol, a conquista do novo mercado vem em um momento em que produtores de leite enfrentam uma crise, com cerca de três anos consecutivos de dificuldades.

“É uma notícia ótima, mas de longo prazo. A decisão é uma cereja no bolo, um grande incentivo, mas precisamos fazer a lição de casa para aproveitar a oportunidade”, ressalta.

Grigol comenta ainda que a abertura de mercado dá oportunidades o setor leiteiro, com produtor e indústrias podendo se organizar a longo prazo e fazer investimentos.

Lição de casa

A analista de mercado afirma, no entanto, que será preciso fazer a ‘lição de casa’. “Na parte de dentro da porteira, o produtor tem que ter qualidade, controlar a CCS (contagem de células somáticas), cbt (baixa contagem de bactérias) e produzir um produto saudável e competitivo. Com isso, ele vai ganhar em qualidade, mas para isso a indústria tem que ser parceira e estar com o produtor”, diz.

Outro ponto importante que ela ressalta é a sinalização que Ministério da Agricultura tem feito para criar políticas agrícolas específicas para o setor, com muito mais planejamento. “Precisa haver sintonia de todos os elos, coordenar o elo. Se há investimento dentro da cadeia, o ganho é enorme”.

 

Confira abaixo a lista dos estabelecimentos habilitados.
As informações são do General Administration of Customs (China):

1 – Laticínios São João – São João do Oeste (SC) – queijo e manteiga

2 – Itambé Alimentos – Goiânia (GO) – leite em pó e manteiga

3 – Cooperativa Central Gaúcha – Cruz Alta (RS) – leite em pó e creme de leite

4 – Nutrifont Alimentos – Três de Maio (RS) – whey protein, soro de leite em pó e outros

5 – Itambé Alimentos – Sete Lagoas (MG) – leite em pó

6 – Celles Cordeiro Alimentos – Macuco (RJ) – leite em pó

7 – Itambé Alimentos – Uberlândia (MG) – leite em pó

8 – Laticínios Tirolez – Lins (SP) – queijo

9 – Aurea Indústria e Comércio – Braço do Norte (SC) – leite condensado

10 – Polenghi Indústrias Alimentícias – Angatuba (SP) – queijo e outros

11 – Mococa Produtos Alimentícios – Mococa (SP) – leite condensado e creme de leite

12 – Laticínios Bela Vista – Bela Vista de Goiás (GO) – leite em pó

13 – Alibra Ingredientes – Marechal Cândido Rondon (PR) – leite em pó, soro de leite em pó e outros

14 – Sooro Concentrado Indústria de Produtos Lácteos – Marechal Cândido Rondon (PR) – soro de leite em pó e whey protein

15 – Frimesa Cooperativa Central – Marechal Cândido Rondon (PR) – leite condensado e queijo

16 – Laticínios J.L. – Orizona (GO) – queijos

17 – Laticínios Tirolez – Tiros (MG) – queijo

18 – Laticínios Tirolez – Arapuá (MG) – manteiga

19 – Lactalis do Brasil – Ijuí (RS) – leite em pó, fórmula infantil, soro de leite em pó, queijos e outros

20 – Lactalis do Brasil – Teutônia (RS) – manteiga, leite em pó, fórmula infantil e outros

21 – Cooperativa Consulati – Capão do Leão (RS) – leite em pó

22 – Cooperativa dos Suinocultores de Encantado – Arroio do Meio (RS) – leite em pó

23 – Itambé Alimentos – Guanhães (MG) – leite em pó e manteiga

24 – Schreiber Foods do Brasil – Rio Azul (PR) – queijos e outros

 

Fonte: Canal Rural e Ministério da Agricultura 

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