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Em evento on-line, ABIC premia vencedores do 17º Concurso Nacional de Qualidade do Café Origens do Brasil – Safra 2020

Na última quarta-feira, dia 26, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) realizou a premiação do 17º Concurso Nacional de Qualidade do Café – Origens do Brasil – Safra 2020. A cerimônia virtual foi apresentada pela jornalista e especialista em café Paula Varejão, que homenageou os produtores que se destacaram e incentivaram a produção de grãos de excelência, as melhores práticas agrícolas e de sustentabilidade, promovendo todas as origens produtoras, agregando valor ao produto e levando ao consumidor final os melhores cafés do Brasil. Para dar início às homenagens, a apresentadora convidou o presidente da ABIC, Ricardo Silveira, que deu as boas-vindas a todos e enfatizou a importância do concurso por unir produção e indústria em benefício do consumidor.

Silvio Farnese – Diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – também participou do evento e parabenizou a Associação pelo Concurso, destacando a relevância do movimento para mostrar para o mundo a qualidade do café brasileiro. “O café do Brasil tem cada vez mais destaque no mercado internacional e o consumidor está em busca de produtos de boa qualidade. E a ABIC vem desenvolvendo esse tipo de trabalho. Podemos mostrar que os produtores de café do Brasil são capazes de colocar nas gôndolas dos supermercados um café apreciado por todos”, comenta Farnese.

Em seguida, Paula Varejão destacou o número recorde de 54 inscrições registradas no Concurso deste ano, com 23 lotes finalistas selecionados de 15 diferentes origens brasileiras. A adesão ao 17º Concurso Nacional de Qualidade do Café – Origens do Brasil – Safra 2020 comprova a importância da premiação e o reconhecimento do setor aos produtores.  

O evento também contou com a presença de José Sette, diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC): “Eu sempre gosto de citar os exemplos do Brasil e da ABIC para dirigentes de outros países produtores de café. Quem viveu, como eu vi, os tempos anteriores ao crescimento da ABIC, certamente ficará de queixo caído com todas as conquistas logradas nos últimos 30 anos. A Associação é um modelo para o mundo”. Segundo o executivo, a premiação é mais uma demonstração da pujança, da diversidade e do vigor do consumo de café no país. Sette ainda afirma que a ABIC tem feito um trabalho essencial de valorizar e estimular a qualidade e, também, de prezar pela sustentabilidade, demandas do consumidor moderno.

A Associação apresentou aos participantes um vídeo com todas as etapas do Concurso, mostrando as iniciativas da ABIC para oferecer o melhor café do Brasil aos brasileiros, unindo produtores, indústria, cafeterias e varejo, o que amplia o mercado com ofertas de produtos de qualidade. Em seguida, se deu as apresentações dos vencedores de cada origem e categoria.

Premiação

Na categoria ARÁBICA CEREJA DESCASCADO os vencedores foram o Antônio Rigno (Chácara São Judas Tadeu – Piatã- BA), Eufrasio Lima (Sítio Boa Vista – Barra do Choça – BA), Fabio Protasio de Abreu (Sítio Família Protasio – Dores do Rio Preto – ES), Maria Luiza Gomes (Sítio Forquinha do Rio – Espera Feliz – MG), José Wilson Proença (Fazenda Catita – Passos – MG), Renne Van Der Goort (Fazenda Harmonia – Carlópolis – PR) e Arnaldo Franco Moraes (Fazenda Santana – Santo Antônio do Jardim – SP). Na ARÁBICA NATURAL, os contemplados foram Silvio Leite (Fazenda Cerca de Pedra São Benedito – Lauro – BA), José Rocha (Sítio São José – Manhuaçu – MG), Henrique Cambraia (Fazenda Samambaia – Santo Antônio do Amparo – MG), Bruno Antonio Franco (Fazenda Inhame – Campos Altos – MG), Wagner Félixa de Almeida (Sítio Wagner – Bueno Brandão – MG), José Sendeski Neto (Recanto das Águias – Iguaraçu – PR), Paulo Roberto dos Santos (Fazenda Florença – Valença – RJ), Luiz da Cunha Sobrinho (Fazenda Bela Época – Ribeiro Corrente – SP) e Carlos Rovilson Penna (Sítio Três Barras – Divinolândia – SP). Sérgio Meirelles Filho (Fazenda Alvorada – Aricanduva – MG) e Carmen Lydia Meirelles (Fazenda Santa Rita do Xicão – São Gonçalo do Sapucaí – MG) venceram tanto nas categorias cereja Descascado como na Natural.

Entre os contemplados na categoria CANÉFORA NATURAL foram Luiz Cláudio de Souza (Sítio Grãos de Ouro – Muqui – ES) e Juan Travain de Souza (Selva Café – Cocal – RO). Enquanto entre os produtores da categoria CANÉFORA CEREJA DESCASCADO o ganhador foi Edimar Honçalves Carvalho (Sítio São Miguel – Guaçuí – ES). Depois, a jornalista Paula Varejão destacou os produtores Maria Luiza Gomes (Sítio Forquinha do Rio – Espera Feliz – MG) e Juan Travain de Souza (Selva Café – Cocal – RO) que obtiveram as maiores notas em qualidade e sustentabilidade.

Juan Travain de Souza (Selva Café – Cocal – RO)

Após a apresentação dos vencedores, foi a vez de Enrique Alves – pesquisador da Embrapa de Rondônia e entusiasta dos cafés de qualidade-  falar sobre a qualidade dos cafés da região e da importância das ações da ABIC.  “Eu gostaria de agradecer a oportunidade de  fazer parte dessa festa que é a premiação do 17º Concurso ABIC de qualidade. Esse concurso que premia a excelência, a diversidade e a qualidade dos cafés brasileiros nas suas mais diversas origens. E é com muita satisfação, que eu vejo que, mais uma vez, os cafés Robustas Amazônicos -produzidos nas matas de Rondônia- estão aqui para representar o que há de melhor nos cafés Canféforas. Eu gostaria de parabenizar e agradecer a ABIC por sempre apoiar a cafeicultura do Brasil, apoiar o pequeno agricultor e o agricultor familiar e nos ajudar a levar para o campo garantia de qualidade, excelência, aromas e sabores que só o Brasil tem” – comentou o especialista.

Paula Varejão reforçou sobre o acirrado leilão com a participação de 25 empresas no qual foram negociadas 31 sacas, totalizando uma arrecadação de aproximadamente R$ 60 mil reais, com uma média de R$ 1.930,00 em lances por saca. 

Participaram do pregão diversas indústrias, cafeterias e até clube de assinatura. São marcas que prezam pela qualidade como: 3 Corações, Bonblend, Café Carajá, Café Cajuba, Café Excelcior, Café Frei Caneca, Café Solo, Café Vasconcelos, Grão Café, Kaldi Café Gourmet, Prelúdio Café, Rancheiro, São Braz e The Kingdom.  

As que se destacaram com maior valor de investimento foram a Café Excelsior, de Sorocaba (SP), que se sagrou campeã na categoria OURO ARÁBICA, com o lance de R$ 5.500,00 por saca de café do produtor Silvio Leite, da Fazenda Cerca de Pedra São Benedito, da Chapada Diamantina (BA).  Esse reconhecimento é dado à empresa que paga o maior valor de aquisição por saca de café arábica. A outra saca do produtor Silvio Leite foi arrematada pelo Grupo 3 Corações no valor de R$ 5.000,00, rendendo ao produtor o valor de R$ 10.500,00 pelo microlote. O segundo microlote mais disputado foi o do produtor Renee Van Der Goot, da Fazenda Harmonia, do Norte Pioneiro do Paraná, que totalizou R$ 6.400,00, sendo R$ 5.000,00 da  empresa Kaldi Cafés Especiais e de R$ 1400,00 pelo Grupo 3 Corações. 

Já na CATEGORIA OURO CANÉFORA quem se destacou foi o Café Vasconcelos, de Araguari (MG), que fez o maior investimento por saca de café canéfora, no valor de R$ 1.450,00, pela saca do produtor Juan Travain de Souza, da propriedade Selva Park em Cacoal, Matas de Rondônia . A Grão Café foi o destaque na categoria DIAMANTE pelo maior investimento na aquisição de cafés de alta qualidade. A empresa investiu R$ 12.680,00 na aquisição de nove sacas de diversas origens qualidade.

Ricardo Silveira, presidente da ABIC, finalizou a cerimônia parabenizando os vencedores. Ele também agradeceu a audiência dos participante e convidou a todos para o Encontro Nacional da Indústria do Café (Encafé), o evento acontecerá entre os dias 06 e 10 de 2022, no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. O encontro oferecerá palestras, exposições de máquinas, equipamentos e serviços, e whorkshops e atividades voltadas ao segmento do café.  

FONTE: Usina da Comunicação – Fernanda Guimarães – fernanda@usinadacomunicacao.com.br

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