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BRS Maracujá Maçã: nova variedade de Maracujá da Embrapa, lançada na Agrobrasília 2026.

Novo material de maracujá apresentado na AgroBrasília 2026 oferece alternativas e oportunidades em mercados diferenciados.

A cultivar de maracujazeiro silvestre da espécie Passiflora maliformis L. — BRS Maracujá Maçã — está entre as novidades apresentadas pela Embrapa Cerrados. O material tem tripla aptidão: consumo in natura, processamento industrial e uso ornamental.

Ainda pouco conhecida no Brasil, a espécie produz frutos com polpa mais doce, leve acidez e aroma intenso. A BRS Maracujá Maçã gera frutos pequenos, com cerca de 80 gramas, mas apresenta alto rendimento de polpa e elevada produtividade. Nas condições do Distrito Federal, pode produzir de 10 a 20 toneladas por hectare ao ano. Com manejo adequado e plantio adensado, chegou a alcançar 30 toneladas por hectare ao ano na Unidade Demonstrativa em Flores de Goiás.

A casca da BRS Maracujá Maçã permanece verde mesmo quando os frutos estão maduros. Destinada ao mercado de frutas especiais, a cultivar surge como alternativa especialmente para pequenos produtores. Na Colômbia, a espécie é bastante conhecida e chamada de cholupa e é utilizada tanto na indústria de polpa quanto no mercado de frutas frescas, para consumo direto ou em sucos.

“Nós buscamos, com o melhoramento genético, obter plantas interessantes para o produtor e para o consumidor. Alta produtividade, qualidade química e física dos frutos, vigor, longevidade, adaptabilidade às diversas regiões do Brasil, menor dependência de polinização manual e produção na entressafra são características prioritárias no nosso trabalho”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro.

Segundo Faleiro, um dos diferenciais do novo material é a resistência aos principais problemas fitossanitários da cultura, como virose, bacteriose e fusariose. Após a apresentação, os visitantes puderam conhecer a cultivar na vitrine tecnológica da Embrapa e provar o suco da fruta.

O pesquisador lembrou que existem cerca de 500 espécies de maracujá no mundo, das quais 200 ocorrem no Brasil. Apenas 70, porém, produzem frutos comestíveis. No banco de germoplasma da Embrapa, segundo ele, há 80 espécies da fruteira, incluindo tipos azedo, doce, silvestre, medicinal e ornamental, utilizados no programa de melhoramento genético da cultura.

Também foram citados outros materiais já disponíveis no mercado, como os maracujás ornamentais — bastante valorizados na Europa, mas ainda pouco conhecidos no Brasil, além de BRS Pérola (silvestre), BRS Mel do Cerrado (doce), BRS Sertão Forte, tolerante ao estresse hídrico e desenvolvido em parceria com a Embrapa Semiárido, os minimaracujás roxo e amarelo e o BRS Vita Fruit.

Outra tecnologia disponível para os produtores são os porta-enxertos de espécies silvestres, como as cultivares BRS Terra Nova e BRS Terra Boa, resistentes à fusariose.

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