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Startup Akko Health Devices criou equipamento inédito para tratar a esporotricose

Graças à inovação do equipamento para tratar a esporotricose, empresa incubada no Polo de Inovação de Santa Rita do Sapucaí (Prointec) saiu vencedora na seleção e recebeu terreno de 875 m2 para a sede operacional

A startup Akko Health Devices, que criou equipamento inédito para tratamento de doenças animais, acaba de ser selecionada pela Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí (MG), para integrar o chamado “Vale do Silício” do interior de Minas Gerais, um ecossistema tecnológico do Programa Municipal de Inovação Tecnológica (Prointec) voltado para fomento de ciência, tecnologia e empreendedorismo no estado mineiro.
 
Quatro veterinários e um zootecnista brasileiros desenvolveram um equipamento inédito no tratamento de uma das doenças fúngicas mais agressivas que afetam felinos e que podem ser transmitidas para os humanos: a esporotricose.

Graças ao ineditismo, eles acabam de ganhar um terreno de 875 m2 em uma área estratégica no município de Santa Rita do Sapucaí (MG) para a estruturação da sede operacional e da linha de montagem dos equipamentos. A doação faz parte do Programa Municipal de Incentivo à Atração de Investimentos de Santa Rita do Sapucaí (MG) e é destinado para a construção da sede das duas empresas do grupo de profissionais de saúde animal: a Akko Health Devices e a OKNO Health Devices.
 
“Estamos muito felizes por este reconhecimento e pelo apoio recebido da Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí. Estes anos todos incubados na Prointec foram fundamentais para o crescimento da nossa empresa. Tivemos tempo para analisar processos, organizar a produção e nos estruturar. Agora, com a doação, teremos condições de alçar voos ainda maiores, desenvolvendo técnicas que tragam alívio para doenças de difícil tratamento para muitos animais”, comemora Carlos Brunner.
 
A startup faz parte do Polo de Inovação de Santa Rita do Sapucaí desde 2019 e de lá para cá desenvolveu dois equipamentos revolucionários no tratamento de doenças animais. O mais recente deles utiliza pulsos elétricos para combater o fungo do gênero Sporothrix spp, que provoca lesões cutâneas em gatos, tanto domesticados quanto os de rua, e pode ser transmitida para os humanos. No Brasil, a doença saiu do controle e se tornou uma epidemia este ano, com inúmeros casos em todos os estados, chegando a causar, inclusive, morte em uma pessoa.
 
O equipamento, batizado de SPORO PULSE, tem lançamento previsto para o início de 2026, mas já vem sendo testado em clínicas veterinárias e em instituições como a Fiocruz, no Rio de Janeiro (RJ). “A esporotricose é uma doença muito difícil de se tratar e está fora de controle no Brasil, com ocorrências graves registradas em todos os estados. É preciso dar medicação oral todos os dias para o gato, durante meses, e muitas vezes não traz resultados positivos. Uma vez que a maioria dos animais infectados é de rua, fazer o tratamento tradicional torna-se quase impossível. Por isso, muitas vezes, os órgãos de controle sanitário indicam a eutanásia”, explica Carlos Brunner, sócio da Akko e um dos maiores especialistas no uso de pulsos elétricos no tratamento de doenças. Ele é precursor da eletroquimioterapia no Brasil e há quase duas décadas estuda os efeitos da técnica no tratamento de diversas doenças.
 
“Os resultados são muito promissores. Com uma ou duas aplicações, o animal consegue ter uma melhora significativa da doença. Se pensarmos que os felinos são transmissores, reduzir este tempo mínimo de tratamento de 6 meses para 2 meses é algo excepcional. O uso desta técnica, contribui não apenas para salvar a vida destes gatos, mas como uma ferramenta muito importante para a saúde pública”, explica Brunner.

IMAGEM: Da esq. p/ dir.: Sérgio Gomide, Edison H Baba, Ari Almeida, Milton Miguel Serapião e Carlos Brunner

FONTE: TOTUM COMUNICAÇÃO
 

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