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Padronizar umidade reduz perdas no café

O processo de padronização começa na colheita e se estende até o armazenamento dos grãos beneficiados.

A padronização da umidade dos grãos é uma das etapas mais importantes da pós-colheita do café e influencia diretamente a qualidade, a segurança e a estabilidade do produto até a comercialização. O processo começa na colheita e se estende até o armazenamento dos grãos beneficiados, passando por operações como recepção, lavagem, separação por maturação e densidade, despolpa ou descascamento, fermentação controlada, secagem, descanso e beneficiamento.

Entre maio e novembro, período em que a maior parte das lavouras brasileiras está em colheita e secagem, as variações climáticas aumentam o risco de erros no manejo da umidade. Chuvas fora de época, frentes frias e mudanças na umidade relativa do ar podem comprometer a uniformidade da secagem. Independentemente da região produtora, o objetivo permanece o mesmo: alcançar um teor de umidade seguro para armazenamento e comercialização sem comprometer a qualidade sensorial dos grãos.

Segundo o conteúdo técnico, compreender a dinâmica da água nos grãos é essencial para reduzir perdas. O material explica como ocorre o comportamento da umidade durante a secagem, apresenta os riscos da falta de padronização, orienta sobre a medição correta do teor de água e reúne estratégias para secagem em terreiros e secadores mecânicos, além dos cuidados necessários antes do armazenamento e da comercialização.

O texto ressalta que as informações têm caráter informativo e não substituem a avaliação de um engenheiro agrônomo. Também reforça que as operações de secagem e armazenamento devem seguir recomendações técnicas específicas, normas vigentes e orientação de profissionais habilitados.

Padronizar a umidade significa ajustar e uniformizar o teor de água presente nos grãos até atingir níveis considerados seguros para armazenamento e comercialização. O processo envolve a retirada da água dos frutos recém-colhidos, a redistribuição uniforme da umidade remanescente entre os grãos e a manutenção dessas condições durante o armazenamento. Quando essa uniformização não ocorre, é comum haver grãos aparentemente secos por fora, mas ainda úmidos internamente, situação que favorece fungos, fermentações indesejadas e perda da qualidade da bebida.

O período entre maio e novembro concentra grande parte da colheita, da secagem e do armazenamento inicial do café, exigindo atenção constante às condições climáticas. O material destaca que a transição entre o período seco e o chuvoso, as oscilações de temperatura e o aumento do volume de café nas estruturas de secagem tornam mais desafiador manter a uniformidade da umidade. Nesse contexto, recomenda-se trabalhar com níveis seguros para armazenamento prolongado, evitar secagens excessivamente rápidas ou lentas e assegurar que todo o lote apresente umidade homogênea antes de ser armazenado.

Durante a secagem, a água presente no café se comporta de forma diferente conforme o estágio do processo. Nos primeiros momentos após a colheita, a maior parte da água está concentrada na casca, polpa ou mucilagem e é eliminada com relativa facilidade. À medida que a secagem avança, a retirada de água torna-se mais lenta e sensível às condições ambientais. Próximo da umidade final, o processo exige ainda mais cuidado para evitar trincas e outros danos causados pelo excesso de calor. O texto ressalta que a redistribuição da água continua mesmo após a saída do secador ou do terreiro, tornando a etapa de equalização indispensável.

A falta de padronização da umidade pode provocar diversos prejuízos ao produtor. O conteúdo aponta que grãos ou partes do lote com excesso de água favorecem o desenvolvimento de fungos e bolores, podem resultar em fermentações indesejadas, aumentar a ocorrência de danos físicos durante a secagem, reduzir o valor comercial do café e comprometer a estabilidade do armazenamento, elevando inclusive o risco de infestação por insetos.

A medição correta da umidade é apontada como um dos pilares da pós-colheita. Para isso, recomenda-se utilizar equipamentos calibrados, coletar amostras representativas de diferentes pontos do lote, evitar medições imediatamente após a saída dos secadores e complementar as leituras com avaliações visuais e olfativas dos grãos. O material lembra que os valores de referência variam conforme o tipo de café e o período previsto de armazenamento.

Nos terreiros, a padronização da umidade depende da correta distribuição dos frutos, do revolvimento frequente das camadas, da proteção contra chuva e orvalho e da condução da secagem em etapas. Inicialmente, busca-se reduzir rapidamente a umidade mais elevada. Em seguida, a secagem passa a ser conduzida de forma mais lenta para favorecer a redistribuição uniforme da água antes do armazenamento.

Quando a secagem ocorre em secadores mecânicos, o texto recomenda evitar temperaturas muito elevadas nas fases iniciais, controlar a velocidade de retirada da água, alternar ciclos de aquecimento com períodos de repouso e monitorar continuamente a umidade dos grãos. Em muitas propriedades, a combinação entre terreiro e secador mecânico é utilizada justamente para melhorar a uniformidade da secagem.

Mesmo após a secagem, a estabilização da umidade continua durante o período de descanso em tulhas e armazéns. O conteúdo orienta utilizar estruturas limpas e bem ventiladas, evitar a mistura de lotes com diferentes níveis de umidade, controlar a altura das camadas armazenadas e realizar medições periódicas até confirmar que a umidade permaneça uniforme em todo o lote antes do beneficiamento final.

Como medida preventiva, o material recomenda verificar a umidade inicial logo após a colheita, iniciar rapidamente a secagem, controlar a espessura das camadas no terreiro, ajustar corretamente os secadores mecânicos, proteger os lotes contra reumidificação, utilizar tulhas adequadas, evitar misturar cafés em diferentes estágios de secagem e manter registros das medições realizadas. O texto conclui ressaltando que a definição do teor de umidade adequado, da estratégia de secagem e das condições de armazenamento deve sempre considerar as características da propriedade, do tipo de café produzido e do mercado de destino, com acompanhamento de profissional habilitado.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.

Publicado por: AGROLINK

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