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Revista Attalea Agronegócios
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[Vitor Ruzon] – Grande polo de produção de flores utilizando o Controle Biológico na prática

VITOR RUZON
Engenheiro Agrônomo – NDR Insumos Biológicos
(11) 97572-9533 / (11) 2427-2533

A produção de flores e plantas ornamentais no município de Atibaia (SP) tem grande representatividade no PIB municipal e também contribui para o desenvolvimento do segmento de floricultura do Brasil. Dados da Secretária de Agricultura do Estado de São Paulo (2019) mostram que o faturamento do setor de flores movimenta cerca de 1,2 bilhão de dólares.

Atibaia (SP) é responsável por 25% do mercado nacional de flores, contando com aproximadamente 500 hectares para a produção de flores por ano. São aproximadamente de 400/500 produtores de flores na cidade. Estima-se que o faturamento do município com a produção de flores seja cerca de 240 milhões de dólares. Podemos observar em determinados artigos, de forma mais detalhada, de como se consagrar o Controle Biológico em plantas ornamentais, obtidas pelo artigo: Controle biológico em plantas ornamentais: do conhecimento básico ao aplicado”.

O que impulsionou o segmento de flores na cidade foi a migração de descendentes de japoneses, além do clima muito favorável para a produção das mais diversas flores e plantas ornamentais. A maioria da produção é cultivada em estufas, no qual o ambiente é controlado e pode ocorrer um aumento no índice de pragas e doenças. A falta de aporte de produtos registrados para as plantas ornamentais acabam limitando alguns produtores, sem contar a resistência de pragas com determinadas moléculas sintéticas ofertadas pelo mercado.

O uso de controle biológico para ornamentais já se mostra bem consolidado entre produtores e consiste em levar ao campo o MIP (Manejo Integrado de Pragas) e o MID (Manejo Integrado de Doença). O Controle Biológico foi introduzido nesta área e começou quando produtores de algumas flores (principalmente rosas) encontraram a dificuldade de se controlar Ácaro Rajado (Tetranychus urticae) em seu cultivo. Logo após constatarem esta praga e o uso de defensivos agrícolas perderem um pouco sua eficiência, optaram por métodos alternativos como o uso de ácaros predadores. Isto mesmo, ácaros que se alimentam de ácaro rajado. Como podemos observar na foto abaixo:

(Créditos: Instituto Biológico/SAA-APTA-SP)

Assim começou um grande impulso na comercialização e troca de informações sobre este método entre os produtores, porém ainda faltavam algumas considerações a serem explicadas aos agricultores.

O Controle Biológico começou a ser mais familiarizados entre produtores quando a informação chegou através de consultores e revendas da região. Em meados de 2011, alguns produtores já utilizavam ou ouviram falar desta ferramenta. O segmento de flores ainda utiliza, de maneira abundante, ferramentas como defensivos químicos, o qual o Controle Biológico ficava difícil em se encaixar.

Também havia a dificuldade de  se encaixar este controle quanto ao seu  posicionamento de determinado biodefensivo, bem como o horário de aplicação, misturas de caldas. Mesmo com estes fatores, produtores de flores da região já utilizam ou utilizaram produtos biodefensivos.

Na prática, o Controle Biológico se mostra eficaz e determinados produtores utilizam como ferramenta principal de controle. O mercado de macrobiológicos deu um grande “start” no segmento. Entretanto, o uso de microbiológicos também tem grande representatividade, por serem de fácil aplicação e possuir uma misturar entre caldas com outros produtos.

Aqui estão algumas fotos mostrando na prática o uso de biodefensivos no segmento de flores:

Podemos observar na imagem uma folha de rosa, na qual a seta vermelha está indicando o ácaro rajado colonizado por um agente de biocontrole, um fungo entompatogênico chamado Isaria fumusorosea (Créditos: Vitor Ruzon).
Podemos observar a utilização de macrobiológicos na produção de samambaias. (Créditos: Vitor Ruzon)
Nestas imagens podemos observar a utilização de macrobiológicos na produção de lantanas. (Créditos: Vitor Ruzon)

O cultivo em vasos ou cuias dificulta um pouco no controle de algumas pragas por determinados produtos, por não atingirem o alvo. Sendo assim, a liberação do parasitoides (Trichogamma pretiosum) passou a ser um grande aliado ao produtor, sendo utilizada de forma expressiva em produções, já que o parasitoides tem como a predação de ovos de mariposas de lagartas.

O controle biológico é eficaz e deve ser utilizado com afinco e técnica por produtores de flores e plantas ornamentais. A falta de informação é a mais prejudicial ao campo, onde produtos excelentes se encontram com mal posicionamento e, consequentemente, acabam se queimando no mercado. Por isso, é importante ressaltar que o Controle Biológico deve ser posicionado por um profissional qualificado, seja ele técnico agrícola/e ou engenheiro agrônomo e que possui um grau de conhecimento técnico para sempre levar informação segura.

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