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SELO ARTE em MG: produtores precisam obter registro no IMA – Instituto Mineiro de Agropecuária

Minas Gerais foi o primeiro Estado brasileiro a entregar o Selo Arte a produtores de queijos artesanais. O fato aconteceu em agosto de 2019, em Araxá (MG), no Alto Paranaíba, onde 13 produtores do Queijo Minas Artesanal (QMA), de diferentes regiões do Estado, receberam a certificação durante o Concurso Mundial do Queijo do Brasil.

Regulamentado pelo governo federal, o Selo Arte viabiliza a comercialização interestadual dos produtos artesanais de origem animal. Para a obtenção do selo, contudo, os produtores artesanais de Minas Gerais deverão registrar suas empresas no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), instituição vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Quais os procedimentos para a obtenção do Selo Arte em Minas Gerais?

O Decreto nº 9.918, de 18/07/2019, que regulamentou a Lei nº 13.680, de 14 /07/2018, estabelece diretrizes para concessão do Selo Arte pelo IMA, permitindo que os produtos artesanais de origem animal realizem o comércio interestadual,  desde que estejam submetidos à inspeção sanitária. Os produtores de queijo precisam estar registrados no serviço de inspeção estadual, realizado pelo IMA, e cumprirem as normas de boas práticas agropecuárias e boas práticas de fabricação artesanal.

O que é um produto artesanal?

Para ser considerado artesanal, os produtos deverão atender aos requisitos presentes no Decreto nº 9.918/2019, que são:

  • As matérias-primas de origem animal devem ser beneficiadas na propriedade onde se localiza a unidade de processamento ou tenham origem determinada;
  • A adoção de técnicas e utensílios predominantemente manuais em qualquer fase do processo produtivo, que tenha influência ou determine a qualidade e a natureza do produto final;
  • A adoção de boas práticas de fabricação com o propósito de garantir a produção de alimento seguro ao consumidor;
  • A adoção de boas práticas agropecuárias na unidade de produção de matéria-prima ou nas unidades de origem determinada, que contemplem sistemas de produção sustentáveis;
  • O produto final é de fabrico individualizado e genuíno, podendo existir variabilidade sensorial entre os lotes;
  • O uso de ingredientes industrializados é restrito ao mínimo necessário, não sendo permitida a adoção de corantes, aromatizantes e demais aditivos considerados cosméticos; e
  • O processamento é feito, prioritariamente, a partir de receita tradicional, que envolva técnicas e conhecimentos de domínio dos manipuladores.

Maiores informações: Queijos Artesanais

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