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Tecnologia

Primeiro app da Secretaria de Agricultura de SP foi desenvolvido pelo IEA – Instituto de Economia Agrícola

Imagine pegar o celular, informar o município, área e categoria da terra rural, e, em questão de segundos, ter em mãos o valor venal de sua propriedade. Um documento que permite ao agricultor recolher corretamente os impostos, comprar e vender um imóvel e resolver questões ligadas à Justiça. E o melhor, totalmente gratuito. “Isso é inovação, compromisso social e segurança jurídica”, ressalta Celso Vegro, diretor do Instituto de Economia Agrícola (IEA), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

2018 foi um ano bastante produtivo para o IEA que, além de desenvolver o primeiro aplicativo da Secretaria de Agricultura, a Calculadora do Valor Venal da Terra Rural, também avançou na modernização da metodologia para cálculo dos índices preços. “A pretensão era iniciar pelo boi gordo, em parceria com a Secretaria da Fazenda (Sefaz). Chegamos a uma metodologia bastante robusta e estamos aptos a dar início a esse novo projeto que significa um grande salto em termos de transparência para o mercado e tem o potencial de atrair um grande volume de capital privado para o setor”, afirma Vegro.

Também em 2018, foi iniciado o contato com as prefeituras municipais com o objetivo de estabelecer convênios junto à Receita Federal visando a internalização do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) nos municípios. “Estamos preparados para iniciar o ano já implementando essas ferramentas que vão trazer bastante resultado econômico para os municípios, facilitando o recolhimento do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), e para o governo do Estado, com o ITR”, conclui o diretor do IEA.

Com o Levantamento das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), que é o censo agropecuário realizado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), praticamente concluído, começa a fase de diagnóstico. “Vamos dar início a um trabalho forte de análises comparativas dos últimos dez anos e buscar correlações dentro do nosso banco de dados’, explica Vegro, acrescentando que, já estão avançadas as tratativas para que o Lupa e o Cadastro Ambiental Rural (CAR) sejam fundidos, gerando o primeiro Big Data da Secretaria de Agricultura.

“Trata-se de uma iniciativa, creio eu, inédita no mundo, uma plataforma que reúna informações socioeconômicas e ambientais de todas as propriedades agrícolas em um mesmo banco de dados. É um esforço que deve ser conduzido ao longo de 2019”, conclui.

                                                    

OUTRAS TECNOLOGIAS

O IEA também avançou no desenvolvimento da metodologia de cálculo do produto interno bruto (PIB) do agronegócio paulista, em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). “Até meados de 2019, devemos ter os primeiros resultados dentro do enfoque matriz-insumo-produto que vai trazer realmente um dado quantitativo sobre o crescimento da nossa riqueza. Isso será um sinalizador importante para o que o setor privado possa se orientar nas decisões de investimento; ou seja, se o PIB estiver crescendo em ritmo mais forte que o restante da economia, provavelmente atrairá a atenção do setor privado para esse segmento aumenta, atraindo a possibilidade de investimentos produtivos no segmento e mantendo o Estado como líder nacional do agronegócio, em termos de valor da produção”, explica Vegro.

Outro projeto para 2019 é a elaboração de um rating rural, que é a análise realizada por bancos de dados sobre a probabilidade de inadimplência de um cliente. “Nós acreditamos que os produtores estão desprovidos de ferramentas que lhes permitam dialogar com o sistema financeiro em pé de igualdade, em razão do rating elaborado pelo banco ser feito a partir de uma metodologia não transparente. A ideia produzir um rating público que dará aos agricultores paulistas maior segurança na negociação para contratar o crédito rural. Essa é uma proposta bastante ousada, vamos precisar de um grande apoio do governo do Estado”, conclui o diretor do IEA.

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