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Revista Attalea Agronegócios
ARTIGOS Política Agrícola

[Paulo Trani] – O fim do nome CATI. Minhas considerações.

PAULO ESPÍNDOLA TRANI
Engenheiro Agrônomo pela ESALQ/USP. Mestre em Solos e Nutrição de Plantas e Doutor em Agronomia também pela ESALQ/USP. Pesquisador Científico aposentado do Instituto Agronômico – IAC-APTA
petrani32@hotmail.com

Com relação ao Decreto Estadual que extingue o nome CATI da extensão rural do Estado de São Paulo, tema bastante atual, apresento algumas observações. Sou 90% a favor do “contra”.

  1. ) – A “mera” alteração ocorrida na designação Casa da Lavoura para Casa da Agricultura, ocorrida no início da década de 70, causou confusão, pois naquela época as pessoas do campo e da cidade não foram informadas a respeito. Quando procurados, tanto o Agrônomo quanto o Veterinário não sabiam nada sobre a alteração, principalmente em cidades pequenas. Para piorar a desinformação, vale mencionar que o nome “Casa da Agricultura” ou similar era o nome das Revendas de Insumos da época.
  2. ) – Outra situação mais recente: quando fui atualizar e publicar o Boletim Técnico “Fertilizantes: Cálculo de Fórmulas Comerciais” (2011) desloquei-me para duas empresas a Heringer (de Paulínia/SP) e a Limeirense (antiga Adubos Drago) em Limeira (SP). Nesta última, fiquei surpreso pois a sacaria dos adubos continha o logotipo e nome Manah e nos  dias da semana os fertilizantes carregavam o logotipo e nome IAP. Descobri que estas marcas comerciais de empresas extintas há mais de 20 anos, ainda tinham boa imagem junto ao produtor. Eles não conheciam e nem desconfiavam que a Bunge era a empresa dona das matérias primas fornecidas para a Limeirense. A própria Limeirense não colocava seu próprio nome…
Fertilizantes em sacaria com a cor e logotipo IAP. Foto de 2011, sendo que a marca saiu de linha 20 anos antes. (Créditos: Paulo Trani)

Isso não se devia apenas às propagandas “Com Manah adubando dá” e nem “IAP, o adubo do Pai!” Os empresários e vendedores percebiam que havia respeito e consideração dos produtores rurais pelas boas colheitas alcançadas “graças” ao emprego dessas duas marcas de fertilizantes.

Mais dois comentários: Quiseram no meu tempo de estudante (1971 a 1974) “modernizar” a ESALQ – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz para Faculdade de Agronomia Luiz de Queiroz, denominação mais moderna. Mas e DAÍ, o que melhora? Não vingou.

Uma que deu certo (ou parece isso) é a Universidade Presbiteriana Mackenzie ao invés de Universidade Mackenzie. Isso “pegou” pois passou a concorrer em pé de igualdade com a Pontifícia Universidade Católica (PUC). Mas veja que o nome original do Mackenzie não sumiu.

O que fica claro é que, no mínimo, o tema deveria ser discutido com os Agrônomos, Veterinários e Zootecnistas e também os Engenheiros Ambientais desta Unidade da Secretaria de Agricultura.

Uma última questão: o atual governo injetará mais recursos financeiros e humanos na Secretaria de Agricultura e Abastecimento?

Está precisando, pois apenas metade dos municípios conta com engenheiros agrônomos (são 296 Profissionais conforme dados da CATI em 2018) nas Casas da Agricultura… Era o dobro na décadas décadas de 1970/1980/1990…

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