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Revista Attalea Agronegócios
Bovinos de Leite

Morte de bovinos por raiva herbívora preocupa produtores rurais do Norte do RS

Na Região Norte do Rio Grande do Sul, a morte de bovinos tem preocupado produtores. Pelo menos 50 animais já morreram neste ano em 15 propriedades, e os sintomas são de raiva.

Na cidade de Soledade (RS), Adriano Borges Knopf perdeu quatro animais em menos de 15 dias. “Começamos a desconfiar que não era uma coisa normal. Nós notamos que os animais ‘perdiam as pernas’ e não levantavam mais”, conta o produtor rural. Um laudo por amostragem apontou que os bovinos de Adriano estavam com raiva herbívora, doença causada por um vírus transmitido por morcegos.

Outros quatro bovinos do produtor Luiz Carlos dos Santos também morreram por causa do problema. “É do leite que nós vivemos. A gente estava até pretendendo melhorar esse ano”, lamenta ele, sobre as perdas na produção. O desafio agora é controlar o transmissor da doença que está afetando esses bovinos.

A maioria dos animais que morreram foi atendida pelo veterinário Bolivar Camargo, que faz parte de uma cooperativa na região. “Tem pessoas que têm 10 vacas em lactação e acabaram perdendo sete, então a rentabilidade deles termina, né”, pontua.

Na semana passada, um morcego foi encontrado próximo a uma das propriedades atingidas. Técnicos da Secretaria Estadual da Agricultura fazem um levantamento para tentar identificar focos desses bichos.

Além do prejuízo, os produtores também estão preocupados com a transmissão de raiva para humanos. A doença, entretanto, não é transmitida pelo consumo do leite ou carne. “Deverão tomar vacina no caso de ter um um risco muito grande, um contato muito próximo, se sofreu alguma mordedura de um animal, teve contato muito íntimo com um animal que apresenta sintomatologia clínica da raiva”, explica a veterinária Isadora Corrêa.

“[A vacina] não está disponível para toda a população, até nem seria o caso, porque o risco da transmissão da raiva herbívora de um bovino para o ser humano é um risco bastante baixo”, completa.

Uma das medidas que têm sido adotadas pelos produtores que enfrentam o problema é a vacinação do restante do rebanho que não foi afetado pela doença.

 

FONTE: Rádio Sananduva FM

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