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Revista Attalea Agronegócios
NOTÍCIAS Política Agrícola

IEA divulga os resultados preliminares do LUPA 2016/17

Maior escolaridade, adoção de técnicas de produção mais modernas e respeito à legislação ambiental marcam a nova face do agricultor paulista
Durante a cerimônia de comemoração de seu 76º aniversário, realizada nesta quarta-feira, 07 de novembro, na Capital, o Instituto de Economia Agrícola (IEA) apresentou os dados preliminares do Levantamento das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), o censo agropecuário paulista, realizado em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Idealizado com o objetivo de conhecer a realidade rural, produzir diagnósticos, cenários e análises regionais e setoriais, o Lupa é fundamental para a elaboração de programas e projetos alinhados às políticas públicas e estratégias empresariais articulando pesquisa científica, extensão rural e defesa agropecuária.
 
Reunindo centenas de milhares de informações dos 645 municípios paulistas, abrangendo as explorações vegetais e animais no que tange à ocupação do solo, mão de obra, adoção de novas tecnologias, utilização de máquinas e benfeitorias existentes nas propriedades rurais, o Lupa é uma verdadeira radiografia de um dos mais importantes segmentos da economia do Estado. 
 
Quando o levantamento estiver disponível, o usuário contará com dezenas de combinações para construir cenários com os dados segmentados por município, região e cultura, graças ao trabalho conjunto das duas instituições, a Cati alimenta a base de dados e o IEA faz a consistência, afirmou Celso Vegro, diretor do IEA. “Existem mais de 80 parâmetros para dizer se um dado está bom ou não. Por exemplo, uma lavoura de café que produziu menos de 5 sacas, está errado e volta para o técnico para ver o que aconteceu, se está abandonada ou é erro de digitação. Produziu 150 sacas, volta também, pode ter um zero a mais. Cada dado tem um parâmetro, os limites dentro dos quais o dado pode ser aceito”, explicou Vegro.    
 
Esse primeiro conjunto de informações revela que a zona rural do Estado de São Paulo é formada por 334.741 Unidades de Produção Agropecuária (UPAs), pouco mais de 3,1% superior ao apurado no levantamento anterior, acomodada em 20.288.051,53 hectares. 
 
Preocupado em acompanhar os avanços tecnológicos, o produtor rural investiu em formação. No levantamento atual, todos os níveis (fundamental, médio e superior) apresentaram crescimento e mais de 65% dos proprietários, incluindo arrendatários e parceiros, possuem educação formal, contra 49% observados na edição anterior. A implementação de técnicas como o plantio direto, manejo integrado de pragas e do sistema de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), tecnologias que, associadas à colheita mecanizada e irrigação, foram responsáveis pelo grande incremento de produtividade, bem como de maior preservação dos recursos naturais podem ser reflexos desta maior escolaridade.
A agricultura familiar marca forte presença no Estado de São Paulo. O levantamento demonstrou que 283.860 UPAs (84,8%) possuem área inferior a quatros vezes o módulo fiscal vigente no município; ou seja, entre 5 e 40 hectares, entre estas, 56,5% são administradas por agricultores que têm na propriedade a sua principal fonte de renda.
  
A terceira edição do Lupa está em fase de finalização com 98,5% dos dados apurados e consistidos. A partir dos quais, “é possível constatar a dinâmica do setor agropecuário, com mudanças de cenários importantes em algumas cadeias produtivas, em função do mercado nacional e internacional, de problemas fitossanitários, dos avanços tecnológicos, da maior conscientização ambiental dos produtores rurais, e da maior conscientização dos consumidores”, afirmou João Brunelli Júnior, coordenador da Cati.

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