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APTA lança chamamento público para criação de ecossistema paulista de inovação do agro

O Ecossistema de Inovação deverá receber investimentos em torno de R$ 13,5 milhões para transformar pesquisas em negócios em São Paulo, Campinas, Santos e Ribeirão Preto.

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lançou nesta quinta-feira, 14 de julho, edital de chamamento público para seleção de organização da sociedade civil (OSC) interessada em celebrar termo de colaboração para a criação do Ecossistema de Inovação de seus seis Institutos e 18 Polos Regionais de pesquisa. Ao todo, R$ 13,5 milhões serão investidos, pelos próximos três anos. O objetivo é que esses ambientes auxiliem a pesquisa desenvolvida por essas instituições a virar novos negócios para o setor agro.

O edital completo pode ser acessado clicando aqui. 

As OSC interessadas poderão enviar propostas até 15/08/2022, além de participar de reunião online para esclarecimentos na segunda-feira, 18 de julho, às 14h. As inscrições para participar da reunião devem ser feitas até 15 de julho pelo e-mail labinova.apta@sp.gov.br ou pelo telefone (19) 2137-8900. As dúvidas sobre o edital poderão ser tiradas pelo e-mail indicado até 10/08/2022. Todos os questionamentos e suas respectivas respostas serão publicados no site da Secretaria de Agricultura, para dar transparência para o processo.

Por meio de um edital inovador, as OSC interessadas, que tenham objetivos estatutários destinados a pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico ou o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos em áreas afins ao agronegócio, passarão por processo de seleção realizado por Comissão Avaliadora.

Transformar tecnologias em novos negócios

“A APTA e seus Institutos desenvolvem soluções para o setor dos agronegócios. Porém, uma grande dificuldade que temos é levar esse conhecimento e essas tecnologias para o setor produtivo. Não basta apenas gerarmos tecnologias, precisamos transformá-las em negócios. Esse ecossistema de inovação será muito importante para atingirmos esse objetivo”, afirma Ana Eugênia de Carvalho Campos, diretora geral do Instituto Biológico (IB-APTA) e gestora do Laboratório de Inova ção no Agronegócio da APTA.

De acordo com Ana Eugênia, os ambientes de inovação são espaços que agregam infraestrutura e arranjos institucionais e culturais para atrair empreendedores e recursos financeiros. “A OSC selecionada deverá realizar o planejamento estratégico desse ambiente, implantar e gerir os espaços físicos, realizar eventos de mobilização do Ecossistema, atuar na capacitação dos nossos servidores, além de prospectar demandas junto ao setor agro, realizar networking, difundir inovação junto ao setor produtivo e auxiliar na captação de recursos financeiros. A organização deverá ainda apoiar iniciativas de inovação para startups e negócios e prospectar investidores e parceiros para aceleração dos negócios das startups”, explica.

Inovação avança nos Institutos da APTA

Ano a ano avançam as ações de inovaç ão realizadas pelos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) da APTA. Com ações mais integradas, os NITs têm conseguido criar uma cultura de inovação cada vez mais forte dentro dos Institutos e unidades regionais, o que se reflete no aumento no número de pedidos de patente, de registro de cultivares, de licenciamento de tecnologias e de prestação de serviços especializados.

Desde 2018, os seis Institutos e unidades regionais da APTA já depositaram 12 pedidos de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), além de cinco pedidos de registro de marcas. No período, foram concedidas seis patentes e duas marcas registradas. O Instituto Agronômico (IAC) registrou ainda 59 cultivares de diversas culturas agrícolas e protegeu 20 cultivares nesse período.

De acordo com Ana Eugênia, esses resultados têm sido alcançados pelo trabalho intenso re alizado dentro dos Institutos. Desde que foram instituídos, em 2016, os NITs têm atuado junto aos pesquisadores na construção da inovação, trabalho esse que contribui para o desenvolvimento nacional e também das instituições.

“A Lei de Inovação e o Decreto Estadual Paulista de Inovação trazem possibilidades enormes para os nossos Institutos. Amparados nesse arcabouço jurídico podemos ampliar muito a nossa capacidade de atuação, o que impacta o mercado, mas também toda a sociedade”, afirma.

Ana Eugênia explica que quando uma empresa licencia determinada tecnologia/know how dos Institutos, ela poderá levar para o mercado aquela invenção, ou conhecimento, o que trará ganhos econômicos para a empresa, mas resultados positivos para todo o setor do agro e à sociedade em geral.

“Além disso, parte dos recursos arrecadados com o licenciamento da tecnologia/know how retorna para as nossas instituições, o que trará mais investimentos em outros estudos científicos. Existem diferentes formas de levar esses resultados ao setor produtivo, sem necessariamente passar pela exploração comercial, como os projetos de políticas públicas, que também levam tecnologia e conhecimento dos Institutos de Pesquisa da APTA”, complementa.

FONTE: Fernanda Domiciano

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