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Revista Attalea Agronegócios
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Frutas

Videira (SC) apresenta variedades de uvas resistentes em dia de campo

A Estação Experimental da EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina em Videira recebeu cerca de 50 pessoas, entre viticultores e técnicos, para um dia de campo sobre variedades de uvas viníferas resistentes a doenças (PIWI). O evento foi no dia 23 de janeiro e mostrou as plantas com frutas maduras, além de  oferecer para degustação três vinhos brancos no vinhedo para que o público pudesse conhecer o potencial produtivo, a resistência a doenças e a qualidade enológica das uvas.

Segundo o pesquisador André Luiz Kulkamp de Souza, o grande diferencial desse grupo de variedades é que elas produzem uvas com alta qualidade enológica e com alta resistência a doenças, especialmente o míldio da videira. O termo PIWI vem do alemão e significa variedades resistentes a doenças. O plantio dessas variedades ocorre em todo mundo e estará disponível ao viticultor brasileiro em breve.

Variedades de uvas resistentes em dia de campo da EPAGRI. (Créditos: EPAGRI)

O trabalho é conduzido pela Epagri e pela UFSC em parceria com dois institutos de pesquisa europeus:  um da Itália (Fondazione Edmund Mach) e outro da Alemanha (Julius Kuhn Institut). O estudo está sendo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de SC (Fapesc), sendo parte do recurso oriundo do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura de Santa Catarina (Fundovitis).

“Esse estudo é pioneiro no Brasil e pretende disponibilizar aos viticultores catarinenses variedades produtivas e com resistência a doenças, para com isso reduzir o custo de produção e viabilizar a produção de uvas viníferas no estado. Além de reduzir de forma significativa o uso de agrotóxicos e com isso melhorar as condições da saúde dos viticultores, consumidores e ambiente”, explica o pesquisador André. Ele relata que existem três variedades brancas e duas tintas com grande potencial para plantio nos próximos anos. “E o trabalho não para. Pretendemos testar mais variedades que ainda não entraram em produção”.

Os pesquisadores italianos Marco Stefanini e Duilio Porro estavam presentes e puderam dar sua contribuição explicando porque a comunidade europeia está plantando essas variedades e quais os resultados delas em outros locais do mundo. Além de participarem do dia de campo, esses pesquisadores visitaram outras quatro unidades experimentais do projeto, localizadas nos municípios de Água Doce, Curitibanos, São Joaquim e Urussanga. Já é a terceira safra colhida com sucesso dessas variedades que em breve estarão disponíveis aos viticultores.

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