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Profissionais e autoridades acadêmicas debatem novas soluções e manejos em nutrição e fisiologia de plantas

Mais de 250 consultores agronômicos do País e da América Latina e as principais autoridades acadêmicas brasileiras engajadas em melhorar processos produtivos, debater soluções e manejos em nutrição e fisiologia de plantas para mitigar estresses e superar adversidades estiveram reunidos nesta semana (12 e 13 de junho), em Itupeva (SP), para a 7ª edição do NutriExperts.

Idealizado pela Compass Minerals, o evento tem por objetivo compartilhar conhecimento e tecnologia com aqueles que ajudam o produtor a produzir mais e melhor.

“O agricultor está cada vez mais técnico e nós, acompanhando esta demanda, estamos trazendo novas tecnologias em nutrição e fisiologia vegetal e maneiras inovadoras de entrega de nutrientes para as principais culturas no Brasil e América do Sul, com investimento em pesquisa e desenvolvimento crescente. O conhecimento técnico vai ser cada vez mais importante na tomada de decisão. Quanto mais tecnologia embarcada em um produto, melhor eficiência e produtividade. E é nesse sentido que estamos trabalhando”, declarou Gustavo Vasques, presidente América do Sul da Compass Minerals, que se mostrou otimista com o crescimento do setor vegetal – 10% ao ano no mundo e o dobro no Brasil.

O brasileiro Ithamar Prada, mestre em Agronomia e diretor de Inovação para a América do Norte da Compass Minerals, lembrou da grande revolução pela qual passa o setor de plantas, que precisamos produzir mais com menos e que a nutrição é um protagonista nesse sentido.

“Não podemos aceitar uma eficiência mediana de produtividade. E aí entra a inovação. Importante destacar que o sucesso no uso de tecnologias está relacionado não só a produto, mas a posicionamento. É preciso saber como usar. Daí discutir com consultores e orientá-los. A tecnologia deve ser eficaz, consistente, posicionada corretamente e ter uso prático”, disse.

Estresse e nutrição

Marcos Fava Neves, engenheiro agrônomo pela Esalq/USP e professor das Faculdades de Administração da USP em Ribeirão Preto e FGV em São Paulo; e Paulo Sentelhas, professor de Agrometereologia da Esalq/USP, foram alguns dos convidados que levaram ao público presente dados técnicos e de mercado.

Neves tratou do panorama do agronegócio e estratégias para superar adversidades. E Sentelhas, sobre o quanto o clima afeta a eficiência da utilização dos nutrientes que vão estar no solo. “Temos um conjunto de tecnologias, principalmente na área de nutrição de plantas, como fertilizantes foliares, que permitem tornar a planta mais tolerante aos estresses hídrico e térmico”, explicou Sentelhas.

Um dos pesquisadores mais influentes em Ciências Agrícolas em todo o mundo, Ismail Cakmak, professor da Sabanci University, em Istambul, na Turquia, que esteve pela terceira vez no evento, falou da nutrição de plantas como ferramenta para mitigar o estresse, destacando que “os nutrientes possuem funções vitais para o crescimento da planta e deixá-la mais preparada para superar situações adversas”.

Carlos Alberto Labate, professor titular em Genética de Plantas e chefe do Departamento de Genética da Esalq/USP, destacou a importância da genética e do conhecimento dos genes que determinam a produtividade, afirmando que a mudança climática tem resultado em aumento de estresse e dentro da genética busca-se o tempo todo materiais que tenham genes desta resistência. Uma outra linha de pesquisa citada é a procura por genes que ajudam as plantas a usar os nutrientes com mais eficiência.

Evandro Fagan, professor do Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam), afirmou que plantas com sistema radicular bem desenvolvido têm maior capacidade de tolerar a seca. “Aplicações de micronutrientes foliares, que a preparam para o estresse, reduzem perdas de produtividade. Importante também estar atento ao balanço na nutrição, ver as margens de absorção da planta e a capacidade que ela tem de assimilar os nutrientes. Dose e momento de aplicação são importantes para obter melhor eficiência, produtividade e redução de riscos”, explicou. “Dentro desse contexto você pode trabalhar com aplicações antecipadas ou, após uma situação de estresse, acelerando o processo de recuperação”, finalizou.

 

FONTE: Cláudia Santos – CONNECTARE COMUNICAÇÃO
claudia@connectarecomunicacao.com.br

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