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Entrada de novos consorciados de máquinas agrícolas cresce 326,5% em cinco anos

Total de participantes em consórcios de máquinas agrícolas aumenta 87,5% de 2018 a 2022 e ultrapassa 180 mil em maio deste ano.

Levantamento finalizado recentemente pela assessoria econômica da ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, no período de janeiro a maio, junto às administradoras associadas que atuam no segmento de Veículos Pesados, no qual estão incluídas as máquinas agrícolas (tratores, máquinas e implementos para o setor agropecuário), revelou avanço nos indicadores de participantes no comparativo dos últimos cinco anos. 

Em paralelo ao ritmo de crescimento do agronegócio brasileiro nos últimos anos, verificamos que os números do Sistema de Consórcios, relativos à entrada de novos consorciados nos cinco primeiros meses de 2018 a 2022, mostram crescimento de 326,5%, partindo de 7,47 mil cotas, em 2018, chegando a 31,86 mil, em 2022, contribuindo diretamente no desenvolvimento empresarial do setor.  

Na região Sudeste, com 39,1%, houve o maior registro de adesões. Na sequência ficaram o Sul, com 25,1%; o Centro-Oeste, com 15,9%; o Nordeste, com 11,5%; e o Norte, com 8,4%.

No período, o crescimento constante dos volumes de participação do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio no PIB brasileiro, confirmam a direta relação e a importância da modalidade no planejamento dos negócios no segmento.

Segundo dados divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea-USP), em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), o Brasil é, atualmente, o terceiro maior produtor de alimentos e fibras do mundo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. É também o segundo maior exportador do agronegócio global, o que faz do setor um dos propulsores da economia nacional, apoiado pelas características e vantagens do Sistema de Consórcios

A forte presença do consórcio de máquinas e implementos agrícolas tem evoluído bastante nos últimos anos e proporcionado melhor e maior lucratividade aos negócios do segmento da agropecuária. Inserido no setor de Veículos Pesados, o mecanismo representa um terço dos totais apresentados nos indicadores setoriais, ao lado de veículos de transportes de carga e passageiros e implementos rodoviários, que formam os outros dois terços.

Ainda nos cinco primeiros meses de 2018 até 2022, os acumulados de contemplações, cujos créditos liberados foram potencialmente inseridos no agronegócio, estavam inicialmente em 4,52 mil (jan.-mai./2018) e alcançaram 8,04 mil (jan.-mai./2022), anotando alta de 77,9%.

Os créditos praticados entre R$ 10,00 mil e R$ 945,00 mil, com média de R$ 291,07 mil, têm 0,147% como taxa mensal média de administração e 88 meses de prazo médio de duração dos grupos. Os índices de correção mais utilizados nos contratos são a tabela do fabricante e o IPCA.

O maior volume acumulado de consorciados contemplados esteve na região Sul, com 37,0%. Depois vieram o Sudeste, com 34,0%; o Centro-Oeste, com 12,3%; o Norte, com 10,9%; e o Nordeste, com 5,8%.

Na análise, somente nos meses de maio de 2018 a 2022, observou-se desempenho crescente. Enquanto inicialmente eram 97,00 mil, em 2018, cinco anos depois, em 2022, atingiram 181,89 mil, registrando crescimento de 87,5%, no período.

Vale destacar que os 181,89 mil consorciados de maio representam 33,33% dos 545,68 mil assinalados pelo setor de Veículos Pesados, que tinham e têm por objetivo a aquisição de bens destinados ao setor transportes rodoviários de carga e de passageiros, bem como o agrícola e o pecuário. 

O agronegócio e o consórcio apresentam o planejamento como característica comum, situação que propicia, direta ou indiretamente, obtenção de bons resultados. Entre os participantes ativos, notou-se que o perfil de pessoas físicas domina com 59,5%, enquanto o de pessoas jurídicas somou 40,5%.  Em pessoas físicas, apurou-se 11,1% na faixa etária de 18 a 30 anos; 42,7% de 31 a 45 anos; e 46,2% acima de 45 anos. 

Aliado na modernização e ampliação de equipamentos ou de instalações, 66,7% dos participantes contemplados no consórcio de máquinas optaram por equipamentos novos e 33,3% pelos seminovos. Os bens mais escolhidos foram tratores, com 87,7%; colheitadeiras, com 8,0%; semeadoras e preparadoras, com 0,7%; e outros, com 3,6%.

“O crescimento do consórcio de máquinas agrícolas contribui para a expansão do agronegócio no país”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC. “Depois de atravessar as turbulências da pandemia, confirma que suas características e vantagens são os diferenciais que sensibilizam produtores e criadores sobretudo pelas peculiaridades de planejamento do mecanismo”, completa.

Por ser a forma mais simples e econômica de adquirir bens, Rossi justifica a adesão aos grupos de consórcios: “o produtor-consorciado, ao escolher e considerar fatores como prazos de duração, datas de pagamentos adequados, taxa de administração, custo final, linha de crédito sempre disponível, entre outros, para ter máquinas, equipamentos, instalações, móveis ou fixas, com alta tecnologia embarcada, objetiva reduzir seus custos de produção e aumentar sua produtividade.”. 

O Sistema de Consórcios também oferece oportunidades para aquisição de outros tipos de bens e serviços relativos ao agronegócio. No setor de imóveis, por exemplo, os créditos podem ser utilizados na construção de galpões, silos e outras instalações nas propriedades, bem como nas áreas de confinamento e reprodução. 

Há ainda os que aderem aos consórcios para compra de aeronaves, especialmente voltadas ao manejo da lavoura como a aplicação de fertilizantes, sementes, pulverização de defensivos, combate às pragas e até combate a incêndios. 

Existem ainda os que utilizam a modalidade para investir em drones e outros equipamentos para observação, segurança e geração de energia, bem como consórcios de serviços de informatização de gestão e controle dos negócios e meteorologia. 

Parcelas do consórcio no agronegócio são diferenciadas 

Além de praticar baixas taxas mensais de administração, os consórcios buscam proporcionar principalmente o poder de compra dos consorciados quando das contemplações.

No agronegócio, de acordo com os diversos tipos de culturas e as variações de épocas de semeadura e colheita, tanto na mono como na policultura, e ainda na pecuária, há diversas formas de pagamento das parcelas dos consórcios:

1 – Pagamentos normais;

2 – Pagamentos por safra – pagamentos anuais;

3 – Pagamentos por safra – adiantamentos – pagamento trimestral ou semestral; e

4 – Meia parcela (reforço trimestral ou semestral).

FONTE: Claudio Licciardi – ABAC
(11) 9.8258-0444

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