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Cafeicultores estão com medo de faltar mão de obra para a colheita que começa em breve

Os primeiros grãos de café da safra mineira deste ano devem começar a ser colhidos em aproximadamente um mês. Os trabalhos têm início em abril na Zona da Mata, que antecipa a colheita devido às condições climáticas favoráveis ao cultivo, e no fim de maio se estendem às demais regiões, como Sul e Cerrado.

Mesmo em situações adversas com a queda mundial nos preços, devido aos efeitos na economia do novo coronavírus, houve certa recuperação e “o preço encontra-se em condições suportáveis e o ano passado correu bem em termos de clima”, admite Niwton Castro Moraes, assessor especial da cafeicultura da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Esse é um período em que a planta conclui o enchimento dos grãos, ganhando mais densidade e entra no processo de maturação. A preocupação, “pequena”, segundo Niwton, de parte do setor, é que a quarentena do coronavírus se prolongue por mais tempo podendo interferir no deslocamento de mão de obra na colheita. “Caso não ocorra a flexibilização das medidas restritivas nos próximos dias, poderemos enfrentar alguns problemas como a restrição de transporte coletivo nas estradas e fechamentos dos limites entre municípios, já que a mão de obra é sazonal e se desloca entre regiões”, reconhece o assessor. É uma situação contrária das plantações no Cerrado, onde a colheita é praticamente toda mecanizada.

José Marcos Rafael Magalhães, presidente da Cooperativa Minasul, a segunda maior do estado, está otimista. Ele assegura que mesmo com as intempéries provocadas pela crise da pandemia, o setor continua produzindo, vendendo e exportando bem.

“O momento requer equilíbrio. Todo cuidado com a vida humana é importante, mas também protegeremos o alimento que mantém o sustento de nossas famílias e comunidade em geral. Para 2020, enxergamos um ano desafiador, mas temos metas agressivas e vemos boas oportunidades nas áreas de exportação, diversificação de clientes e produtos”, assegura o presidente da Minas Sul. Magalhães acredita que nem mesmo as exportações serão duramente afetadas, como avaliam alguns analistas econômicos.

Não à greve

A possibilidade de paralisação mobilizada pelos caminhoneiros autônomos está descartada neste momento, disse ontem o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim.

“Não temos como apoiar nenhum movimento de paralisação neste momento. Não vamos ser irresponsáveis de usar uma pandemia como moeda de troca para nos beneficiar das nossas demandas”. Landim, conhecido como Chorão, foi um dos principais representantes da categoria na greve de maio de 2018. Ele destacou que a entidade está em contato com o Ministério da Infraestrutura para resolver os gargalos decorrentes das medidas de quarentena voluntária e defende a flexibilização do isolamento social.

FONTE: Por Elian Guimarães/Estado de Minas

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