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Agrishow: Centro do IAC referência mundial sobre defensivos agrícolas apresentará seus projetos

Mantido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC) completa 50 anos no mês de junho próximo.

Sediado na cidade de Jundiaí (SP), o centro de pesquisas abriga as principais iniciativas em andamento no Brasil com ênfase na aplicação sustentável de defensivos agrícolas ou agroquímicos. Quatro desses projetos serão destaques do estande da Secretaria na Agrishow 2019, de 29 de abril a 3 de maio, em Ribeirão Preto (SP).

Idealizador e coordenador dos programas Adjuvantes da Pulverização, Aplique Bem, IAC-Quepia e Unidade de Referência, o pesquisador científico Hamilton Ramos salienta que o centro de pesquisas de Jundiaí impulsionou as mais importantes medidas já adotadas no Brasil com objetivo de preservar a saúde do trabalhador rural, como o desenvolvimento de normas de qualidade para equipamentos de proteção ao trabalho com defensivos, que não existiam até 2006.

“Graças ao trabalho do centro, o Brasil tornou-se o primeiro país a adotar normas de qualidade para vestimentas protetivas”, ressalta Ramos. Certificar a qualidade de vestimentas protetivas agrícolas, e agora também de luvas utilizadas no manuseio de agroquímicos, é a diretriz do Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia), que completa 13 anos em junho próximo.

O programa Quepia também chancelou a entrada do Brasil no Comitê Mundial da entidade certificadora global ISO – International Standartization Organization -, do qual o pesquisador é membro efetivo. “Em março deste ano, em reunião realizada na China, aprovamos a primeira norma da ISO destinada a certificações de luvas para manuseio de agroquímicos (ISO 18.889). A base técnica dessa regulamentação resulta de pesquisas realizadas no CEA-IAC com apoio da Universidade de Maryland (Estados Unidos)”, resume Ramos.

“A partir de agora, o Quepia será responsável pela concessão do Selo de Qualidade IAC-Quepia tanto para vestimentas quanto luvas para manuseio de defensivos”, complementa o pesquisador.

Ramos destaca que a produção de conhecimento encampada pelo Quepia resultou na redução do índice de reprovação da qualidade de vestimentas protetivas produzidas e comercializadas no País, que era de 80% do volume analisado no início de 2000 e caiu para 20% no ano passado. “Isso significa um ganho extraordinário na redução da exposição do trabalhador rural aos agroquímicos”, diz Ramos.

Tecnologia e aplicação segura

Outro programa de alcance internacional, o Aplique Bem nasceu de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura de SP e a empresa Arysta LifeScience. A iniciativa, que já dura 12 anos, coordenada pelo CEA-IAC, é executada diretamente nas propriedades rurais. Uma equipe de engenheiros agrônomos se desloca pela fronteira agrícola do Brasil a bordo de laboratórios móveis e leva conhecimento técnico sobre uso correto de defensivos, qualidade e regulagem de equipamentos e boas práticas na área.

Segundo Ramos, no território nacional o Aplique Bem já percorreu mais de 1 milhão de quilômetros e chegou a quase 66 mil agricultores. Gratuito e desvinculado de apelo comercial, produtos ou marcas, o programa auxilia agricultores e setores da agroindústria a reduzir perdas decorrentes do mau uso de defensivos A iniciativa também chegou a mais 7 países: Burkina Faso, Costa do Marfim, Colômbia, Gana, Mali, México e Vietnã.

O mais recente dos programas do CEA-IAC atrelados ao uso de defensivos recebeu o nome de Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agroquímicos (UR). Igualmente nascida de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e o setor privado, a iniciativa tem foco na formação de consultores para capacitar mão de obra ao uso correto e seguro de defensivos. A UR realiza cursos de capacitação, presenciais ou a distância (EAD), com módulos de 16 a 80 horas e já atendeu cerca de 100 profissionais nos últimos dois anos.

Já o programa Adjuvantes da Pulverização visa a auxiliar fabricantes de produtos adjuvantes a desenvolver novas formulações, bem como na definição do melhor posicionamento para uso das formulações já existentes. De acordo com Ramos, adjuvantes são produtos químicos adicionados à calda dos defensivos agrícolas no momento da aplicação na lavoura, com efeito espalhante, umectante, penetrante, entre outras especificações.

De acordo com Ramos, essa iniciativa da Secretaria da Agricultura também propõe o desenvolvimento de novos métodos de ensaio para a elaboração de uma norma nacional da ABNT, associada aos produtos, e também de uma norma para classificação de adjuvantes na esfera governamental.

 

CEA-IAC: 50 anos

Programas de suporte ao uso de agroquímicos levam cidadania e segurança ao trabalho rural, no Brasil e no exterior

Programa IAC de Qualidade em Equipamentos de Proteção Individual (Quepia)

 ▪ Passado: Ausência de normas de qualidade para equipamentos de proteção no trabalho com defensivos agrícolas.

▪ Presente: Brasil pioneiro na adoção de normas de qualidade para vestimentas de proteção. Quepia completa 13 anos como primeiro programa de certificação voluntária de qualidade na área agrícola. O Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC) é membro permanente de Comitê de Vestimentas de Proteção da ISO e membro e coordenador do Consórcio Internacional para Desenvolvimento de Equipamentos de Proteção na Agricultura.

▪ Futuro: Novo laboratório para análise de vestimentas e laboratório único no mundo voltado à certificação de luvas protetivas será inaugurado no mês de julho próximo, no Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC), em Jundiaí, colocando o País na vanguarda mundial da pesquisa na área. Começa a ser desenvolvido método para avaliação de resíduos em vestimentas de proteção após vida útil desses equipamentos, que irão orientar seu adequado descarte.

Aplique Bem

▪ Passado: Em 1999, cerca de 80% dos aplicadores de defensivos agrícolas eram de baixa escolaridade e aprendiam a trabalhar com leigos; não havia treinamento específico na área.

▪ Presente: Aplique Bem, desenvolvido pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC), em parceria com a Arysta LifeScience, é o único programa a promover treinamentos com a integração de todas as variáveis envolvidas na aplicação de defensivos agrícolas, da avaliação da qualidade do pulverizador ao treinamento específico de agricultores e trabalhadores. Programa chegou a 66 mil produtores do Brasil e a 7 países e é objeto de parcerias com órgãos como a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) e redes de supermercados, para análises sobre resíduos de agroquímicos. Aplique Bem se transforma ainda em ferramenta de avaliação da qualidade de pulverizadores e da pulverização nos programas de certificação da qualidade da produção como Global Gap.

▪ Futuro: Ampliação do número de atividades e implantação do projeto de pesquisa participativa, disseminando conhecimento por meio de Dias de Campo e outros eventos.

Unidade de Referência

▪ Passado: Qualificação profissional para aplicar treinamentos sobre uso sustentável de defensivos agrícolas é insuficiente. Informação de qualidade não chega ao trabalhador rural e ao agricultor.

▪ Presente: No Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC) foram feitos investimentos do setor privado em parceria com a Secretaria de Agricultura. Estruturação de treinamentos especiais com ênfase em Tecnologia de Aplicação e Norma Regulamentadora 31.8 (NR 31.8). Cerca de 100 profissionais multiplicadores de treinamentos formados de 2016 a 2018.

▪ Futuro: Implantação de novos módulos e cursos na modalidade EAD (a distância).

Adjuvantes da pulverização

▪ Passado: Ausência de normas nacionais e internacionais para avaliação da qualidade e da eficácia de adjuvantes.

▪ Presente: Proposta do CEA-IAC para que adjuvantes sejam classificados segundo características funcionais (penetrante, umectante, espalhante etc.)

▪ Futuro: Proposta do CEA-IAC para novos métodos de ensaio junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) como base técnica para desenvolvimento de uma norma para classificação de adjuvantes no Brasil.

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