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Café NOTÍCIAS

Espécies do gênero Fusarium causam murcha em plantas de café Robusta no Espírito Santo

Três espécies foram identificadas em amostras do Espírito Santo

Plantas de café do tipo Robusta ou Conillon (Coffea canephora) começam a murchar e morrem, em duas importantes regiões produtoras do Brasil (Espírito Santo e Rondônia), por um motivo, até então, desconhecido. A doença ocorre ao longo do ano e os principais sintomas observados são murcha, amarelecimento e queda das folhas, escurecimento do tecido vascular, secagem e morte de ramos e de toda a planta.

Pesquisadores coletaram amostras de plantas sintomáticas no município de Jerônimo Monteiro (ES), e iniciaram uma série de análises isolando e incubando amostras para verificar a morfologia e também realizar testes bioquímicos. Foi possível identificar três espécies do gênero Fusarium nas amostras, são elas: F. decemcellulareF. lateritium e F. solani.

As colônias de F. decemcellulare tinham aspecto de algodão e com cor variando de tons rosa a amarelados, já as de F. lateritium tinham crescimento lento e coloração entre branco e pêssego, e as de F. solani cresciam rapidamente e a cor era de branca a creme.

Cafeeiros de 4 meses e plântulas de 40 dias de idade foram inoculadas e raízes de 10 plântulas de café foram imersas por 30 dias em uma solução com esporos para observação. Os cafeeiros apresentaram os primeiros sintomas de comprometimento do crescimento, escurecimento dos vasos, clorose, murcha e queda das folhas após 45 dias da inoculação, já as plântulas, murcharam e morreram após 65 dias.

Este é o primeiro relato das três espécies causando murcha de Fusarium em Coffea canephora e indica que será preciso investigar e conhecer melhor a situação, pois a área afetada nos locais de produção tem aumentado e os danos podem chegar a 100%. A situação exige atenção para a necessidade de desenvolver métodos de manejo efetivos.

A espécie Coffea canephora é a segunda de maior importância comercial e o Brasil é um dos principais produtores. Contendo maior teor de cafeína e sabor mais amargo que o Coffea arabica, ele também apresenta maior resistência à ferrugem do café.

O café robusta é comumente utilizado para a formação de “liga” e misturado ao arábica para a produção de cafés solúveis e expressos conferindo cremosidade ao preparo.

Fonte: Defesa Vegetal

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