Abelhas

Apicultores da Cuesta Paulista animados com Prêmio da CNA

Concurso da CNA pode ajudar a dar visibilidade aos pequenos apicultores, abrir novos mercados e aumentar o consumo de mel.

As premiações desempenham um papel vital no apoio e na promoção de pequenos produtores de mel no Brasil. Elas fornecem uma plataforma para reconhecimento, aumentam a visibilidade, valorizam os produtos, fortalecem marcas, abrem novas oportunidades de mercado e incentivam a melhoria contínua. Em um mercado competitivo, onde grandes players muitas vezes dominam, as premiações oferecem uma chance justa para pequenos apicultores se destacarem e prosperarem. 

Para Lucia Helena de Camargo Rocha, apicultora e gestora da empresa Mel Cuesta Doce Tesouro, em Itatinga (SP), o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024, da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), vai ser muito importante para que os apicultores pequenos e familiares tenham visibilidade. Para isso, reforça a importância de que os produtores habilitados a participarem do concurso façam a inscrição e mostrem a qualidade do mel produzido na região da Cuesta Paulista. 

“Estou finalizando a inscrição com o mel de eucalipto, forte na região por conta do reflorestamento, que representa 53% da minha produção. Concurso vai dar visibilidade aos diversos tipos de mel produzido no país e ajudará os produtores a vislumbrarem novos mercados, ampliando o consumo”, explicou Lucia Helena. 

A região da Cuesta Paulista, segundo o presidente da Associação de Apicultores do Polo Cuesta (Apicuesta), Joel Andrade, reúne cerca de 200 apicultores e muitos vão se inscrever nesse concurso. Ele acredita que há grande possibilidade da conquista de alguns prêmios, mas reforça a visão da Lucia Helena de que a visibilidade nacional será importante para abrir novas perspectivas para os apicultores e para a Cuesta. 

“Entre os desafios que temos está a comercialização das novas marcas de pequenos apicultores. Contamos com floradas de eucalipto, laranja e mel silvestre que reforçam o portfólio do nosso arranjo produtivo e temos feito parcerias com universidades, empresas de reflorestamento e de citros para ajudar no desenvolvimento do setor”, disse Andrade. 

CASO DE FAMÍLIA 

O processo de participação em competições e premiações motiva pequenos produtores a aprimorarem continuamente suas práticas de produção. A busca pela excelência se torna uma meta constante, incentivando o investimento em tecnologia, inovação e sustentabilidade. Isso não só melhora a qualidade do mel, mas também contribui para a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

A apicultora Silvia Cibele de Andrade Roque, de Itatinga (SP), foi criada em meio as abelhas, de onde nasceu sua paixão pelo setor. Seu pai, Benedito Nelson de Andrade, começou com a apicultura na década de 80, tendo o mel como importante elemento na renda da família. Em 2010 ela decidiu seguir os passos da família e iniciou a criação de abelhas, que foi reforçada em 2012, quando ela conheceu o marido, Antonio Marco de Andrade Roque. O projeto cresceu nas perspectivas, tornando-se Apiário MC Roque.

“Estou na maior expectativa para o concurso. Acredito que é um grande incentivo para os pequenos produtores, estimulando o aprimoramento da produção e a conquista permanente da excelência. Hoje, 80% da minha produção é entregue para os entrepostos, que definem o valor. Com a premiação e a visibilidade podemos garantir uma melhor remuneração para o nosso mel”, frisou Silvia Cibele.

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