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Desafios climáticos aceleram busca por tecnologia nos pomares de citros

Irregularidade das chuvas e as temperaturas mais elevadas alteraram significativamente a rotina dos produtores de citros.

Em um momento em que a citricultura brasileira enfrenta desafios ligados ao clima, ao avanço do greening e à pressão por maior eficiência produtiva, temas como irrigação inteligente, fertirrigação e agricultura digital ganham espaço entre os principais debates. A Netafim, empresa líder e pioneira em irrigação por gotejamento, leva para a Expocitros 2026, conhecimento e tecnologias voltadas à eficiência produtiva no campo.

Nos últimos anos, as mudanças climáticas têm impactado diretamente o manejo nas fazendas. Segundo Marcos Maltez, especialista agronômico da Netafim, a irregularidade das chuvas e as temperaturas mais elevadas alteraram significativamente a rotina dos produtores.

“O clima tem sido um dos principais desafios da citricultura nos últimos anos. A irregularidade das chuvas aumentou muito, com períodos de excesso e períodos de estiagem mais prolongados, o que dificulta bastante o manejo dentro dos pomares”, afirma.

De acordo com ele, o cenário atual fez com que o manejo hídrico deixasse de ser apenas uma ferramenta operacional para se tornar uma estratégia essencial para a manutenção produtiva das lavouras, especialmente em áreas afetadas pelo greening.

“A planta com greening perde sistema radicular, perde capacidade de absorção e naturalmente fica muito mais sensível a qualquer estresse, principalmente hídrico e nutricional. Então, quando falamos de irrigação hoje, não estamos falando apenas de produtividade, mas também de sustentação fisiológica do pomar”, explica.

A relação entre sanidade e disponibilidade de água também aparece como um dos temas centrais discutidos durante a feira. Segundo Maltez, plantas submetidas a estresse hídrico tendem a perder desempenho fisiológico, absorver menos nutrientes e se tornar ainda mais vulneráveis em um ambiente já pressionado pela doença.

Além do manejo hídrico, a Expocitros também evidencia o avanço das tecnologias voltadas à agricultura orientada por dados. Sensores, automação e ferramentas de monitoramento vêm sendo incorporados de maneira cada vez mais intensa na rotina das propriedades. “A tecnologia permite que o produtor tenha mais informação e mais precisão na tomada de decisão. Hoje já é possível monitorar solo, clima, irrigação, umidade, pressão e consumo de água em tempo real”, destaca Maltez.

Outro tema que ganha relevância entre os citricultores é a fertirrigação. A prática, que permite a aplicação parcelada e localizada de nutrientes junto à irrigação, tem sido apontada como alternativa para aumentar a eficiência nutricional e aumentar a produtividade.

Para Rodrigo Schink, gerente de vendas da Netafim, a irrigação passou por uma transformação importante dentro da citricultura brasileira e hoje é vista como parte estratégica da produção. “Ela deixou de ser vista apenas como um processo de molhamento da planta e passou a ser entendida como uma estratégia de produção”, afirma. “Hoje, muitos produtores já não concebem novos pomares sem irrigação.”

Segundo Schink, o setor ainda enfrenta um cenário desafiador, marcado pela instabilidade da demanda internacional de suco, aumento dos custos de insumos e pelos impactos climáticos dentro das propriedades. Ainda assim, ele observa sinais de recuperação gradual no mercado e acredita que a busca por eficiência deve continuar acelerando a adoção de novas tecnologias no campo.

Durante a Expocitros, a empresa apresenta soluções voltadas à irrigação, fertirrigação e agricultura digital aplicadas à realidade da citricultura. Entre os destaques estão ferramentas de Digital Farming, que integram sensores, automação e controladores capazes de gerar informações sobre solo, planta e clima para apoiar decisões mais rápidas e assertivas dentro das fazendas.

“A tendência é que a citricultura fique cada vez mais tecnológica e orientada por dados”, reforça Marcos Maltez. “Ferramentas de monitoramento, automação, sensores, irrigação inteligente e agricultura digital devem ganhar ainda mais espaço dentro das propriedades.”

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