A premiação acontecerá no dia 9 de setembro, no Centro Cana, em Ribeirão Preto (SP), e celebrará os produtores que acreditam na ciência como fator de produtividade.
O Programa Cana IAC já começou o levantamento regional e nacional dos produtores de cana, levando em consideração a produtividade de cana com o uso de novas variedades criadas, por todos, os programas de melhoramento nacionais. É o início da apuração para conhecer os vencedores da 4ª edição do “Prêmio Produtividade com Modernidade”, o único que usa critérios técnicos/científicos para comparar e premiar os melhores.
Os produtores são divididos pelas principais regiões canavieiras, levando em consideração os mesmos ambientes de produção: solo, clima, e principalmente o regime hídrico. É o maior levantamento do Brasil para apurar a produtividade de cana com o uso de variedades mais modernas, e tem como premissa o Índice de Produtividade com Modernidade (IPM).
A participação no Prêmio é voluntária, o Programa Cana IAC faz o convite e todos os dados fornecidos pelos participantes são tratados de forma sigilosa e submetidos à equação do Índice IAC de Produtividade com Modernidade:
IPM = TAH5 – 0,20 x ILV.
O Índice IAC de Produtividade com Modernidade (IPM), leva em consideração o número de toneladas de ATR por hectare, obtido pela média aritmética dos cinco primeiros cortes e o índice de liberação varietal, que revela a idade média das variedades utilizadas.
O Prêmio Produtividade com Modernidade é totalmente meritocrático, pois valoriza os produtores que acreditaram na eficácia das novas variedades de cana-de-açúcar. O Prêmio Produtividade com Modernidade mostrou nas três edições anteriores grandes resultados e apontou tendências. Os campeões nacionais até agora foram:

Como se obtém o Índice IAC de Produtividade com Modernidade
O TAH5 (toneladas de ATR por hectare) é dado pela média aritmética dos cinco primeiros cortes da unidade produtora, para que se isole o efeito do estágio médio de corte. Já o ILV (Índice de Liberação Varietal) revela a idade média das variedades utilizadas, considerando o número de anos após a liberação das variedades pelos programas de melhoramento genético.
O IPM é muito afetado pelo “Manejo do Terceiro Eixo” na produção, ou Matriz Tridimensional, uma técnica que organiza a colheita com base na idade da planta. Essa Matriz Tridimensional começa organizando o canavial por idade e propõe um atraso progressivo na colheita, a cada ano a colheita atrasa em um mês em relação ao ano anterior para que as plantas tenham mais tempo de crescimento e desenvolvimento.
As plantas mais velhas desenvolvem raízes mais profundas, o que as tornam mais tolerantes à seca. Esse sistema crescimento mais longo aumenta a saúde das plantas e o número de colmos, e resulta em uma cana com maior potencial produtivo. O aumento da produtividade pode chegar a 10 toneladas de cana por hectare.
(Créditos: Valéria Ribeiro – VR Comunicação)
