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Revista Attalea Agronegócios
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ARTIGOS Café

[Silas Brasileiro] – Balanço Semanal CNC — 26 a 30/11/2018

SILAS BRASILEIRO
Presidente do CNC – Conselho Nacional do Café. Deputado Federal
http://www.cncafe.com.br

Mapa e IICA lançam Fórum Virtual do Agronegócio

Ferramenta aproxima setores público e privado para ampliar a participação do agro brasileiro no comércio mundial

O Conselho Nacional do Café (CNC) acompanhou, nesta semana, o lançamento do Fórum Virtual do Agronegócio, mais nova ferramenta do projeto Estratégia para Abertura, Ampliação, Promoção e Manutenção do Agronegócio no Mercado Internacional (ESIAGRO), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O ESIAGRO é um plano de Estado que visa a ampliar a participação do agronegócio brasileiro no comércio mundial de alimentos, fibras e energia dos atuais 6,9% para 10%, representando uma geração adicional de US$ 40 bilhões em divisas. Para tanto, concentra esforços em quatro objetivos estratégicos: (i) abertura de mercados; (ii) ampliação de mercados; (iii) promoção e imagem; e (iv) manutenção e retomada de mercados.

Conforme disposto na Portaria Nº 1.793, de 22 de outubro de 2018, ele se estrutura em cinco eixos que orientarão as ações a serem desenvolvidas para que os quatro objetivos estratégicos sejam alcançados:

(i)                          Fortalecimento da coordenação e integração dos órgãos e entidades da administração pública federal;

(ii)                        Análise de mercados, visando à identificação de oportunidades e barreiras para o agronegócio;

(iii)               Pesquisa, tecnologia e disseminação do conhecimento visando ao aumento da produtividade, sustentabilidade, diferenciação e agregação de valor aos produtos do agronegócio, bem como para estabelecimento de critérios de priorização de negociações e acordos comerciais;

(iv)                       Promoção internacional, organizando iniciativas já existentes, indicando ações de defesa da imagem institucional do agronegócio e promovendo marcas e selos de identidade, qualidade e integridade do Brasil no exterior;

(v)                        Gestão de riscos e ameaças, a partir de análise de cenários, elaboração de planos e implementação de medidas de contingência com vistas à neutralização de eventuais efeitos negativos de eventos críticos internos e externos ao agronegócio brasileiro. Este eixo também prevê a discussão de medidas para aumentar a capacidade e a velocidade de reação perante demandas de autoridades e mercados externos.

Segundo o presidente do CNC, Silas Brasileiro, o Fórum Virtual do Agronegócio, lançado pela parceria entre Mapa e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), disponibiliza programação atualizada sobre o ESIAGRO, permitindo troca de informações e participação ativa das entidades de representação dos setores exportadores na articulação política de estratégias e construção dos rumos deste projeto com os diferentes órgãos governamentais que atuam na área de comércio exterior. “Nossa expectativa é que o ESIAGRO tenha continuidade no próximo governo, pois se trata de um plano de Estado de grande interesse para o agronegócio do país”, comenta.

Brasileiro acredita que o setor café, quinto maior exportador do agro nacional, deverá ser muito beneficiado com a efetiva implantação da Estratégia. “É fundamental essa parceria com os órgãos governamentais para ampliar nossa participação no comércio mundial de forma a conquistar mais mercados para absorver a produção brasileira de café, cujo crescimento tem se dado de forma ambientalmente responsável, baseado em investimentos em tecnologias, que geram ganhos de produtividade sem avançar sobre novas áreas”, destaca.

O presidente do CNC conclui que essa é uma oportunidade ímpar para se trabalhar de forma coordenada com o Governo Federal. “Através do projeto, é possível divulgar a elevada qualidade e os atributos de sustentabilidade dos cafés do Brasil, produzidos sob a mais rígida legislação ambiental e social do mundo e, ainda, ter mais agilidade de resposta às demandas de nossos compradores”, finaliza.

O Fórum Virtual do Agronegócio pode ser acessado na internet, através do http://forumagronegocio.iica.int/.

Marcos Montes será o secretário executivo do Mapa

Anúncio foi feito pela futura ministra, deputada Tereza Cristina, durante reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária

Na terça-feira, 27 de novembro, em reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a deputada federal Tereza Cristina, presidente da bancada e futura ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou que o também deputado federal Marcos Montes será o secretário executivo do Mapa.

O Conselho Nacional do Café (CNC), entidade que representa a produção cafeeira no Brasil, assim como feito quando da indicação da futura ministra para a Pasta, manifesta apoio irrestrito ao nome de Montes para a Secretaria Executiva.

“O deputado Marcos Montes é um grande amigo e um parceiro inegável do agronegócio, tendo sua atuação voltada a conquistas e grandes feitos para o setor. Cremos que é o melhor nome para, ao lado da ministra Tereza Cristina, conduzir o Mapa sob uma conduta firme e dedicada aos interesses do agronegócio do país”, declara Silas Brasileiro, presidente da entidade.

A indicação do parlamentar para a Secretaria foi bastante comemorada durante a reunião-almoço da FPA. Para Silas Brasileiro, a manifestação de aplausos ocorrida é sinal do merecimento e, em especial, do reconhecimento de todos os trabalhos que Marcos Montes prestou à agricultura brasileira.

“Sua experiência na vida pública como prefeito (Uberaba-MG), como presidente da FPA e em suas três legislaturas como deputado federal falam por si e indicam que o Ministério da Agricultura, sob a gestão da ministra Tereza Cristina e dos novos secretários, terá continuidade na realização de labores proativos, na transparência das atividades e em ações voltadas ao crescimento do setor”, comenta o presidente do CNC.

Funcafé repassa R$ 3,83 bi a agentes financeiros

Volume corresponde a 77,2% do total de R$ 4,96 bilhões contratado pelas instituições financeiras na safra 2018

O volume de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) repassados aos agentes financeiros na safra 2018, até 28 de novembro, atingiu R$ 3,830 bilhões, conforme apurou o Conselho Nacional do Café (CNC) junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse montante representa 77,2% do total – R$ 4,960 bilhões – autorizado para a temporada atual.

Silas Brasileiro, presidente do CNC, destaca que R$ 835,4 milhões desse montante foram destinados às cooperativas de crédito. “Os agentes cooperativos potencializam a chegada dos recursos aos produtores, dando maior capilaridade ao capital do Funcafé. O volume recebido pelas creds até agora responde por 92,1% do total contratado por esses agentes na safra 2018, que soma R$ 1,040 bilhão”, calcula.

Do montante recebido por todas as instituições de crédito até 28 de novembro, R$ 1,578 bilhão foi destinado para a linha de Estocagem; R$ 805,9 milhões para Custeio; R$ 767,5 milhões ao Financiamento para Aquisição de Café (FAC); e R$ 678,8 milhões para as linhas de Capital de Giro (R$ 319,6 milhões para Cooperativas de Produção, R$ 212,3 milhões para Indústrias de Torrefação e R$ 146,9 milhões para o setor de Solúvel).

Mercado cafeeiro tem semana de pouca oscilação

Momentos de enfraquecimento do dólar em relação ao real contribuíram para sustentar as cotações

Os preços futuros do café tiveram uma semana sem direcionamento definido, alternando altas e baixas, mas com pouca volatilidade. Na Bolsa de Nova York, o vencimento março/19 do contrato “C” subiu 135 pontos, negociado a US$ 1,1230 por libra-peso. Na ICE Europe, o contrato jan/19 do café robusta fechou ontem a US$ 1.609 por tonelada, com queda de US$ 2.

Segundo analistas, os momentos de enfraquecimento do dólar em relação ao real contribuíram para sustentar as cotações cafeeiras. A divisa cedeu após o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ter considerado que as taxas de juros no país estão próximas à neutralidade, não devendo haver muitas variações futuras.

Ontem, porém, os analistas indicaram que houve um movimento de correção do dólar na comparação com o real depois das quedas recentes e a moeda fechou a sessão de quinta-feira, 29 de novembro, a R$ 3,8575, com valorização de 0,9% na semana.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que deve chover forte amanhã entre São Paulo e metade do Sul de Minas Gerais por causa de uma frente fria no oceano afastada da costa. Ocorrerão pancadas durante todo o dia e possibilidade de temporais e altos acumulados. Para as demais áreas do Sudeste, a previsão é de pancadas a partir da tarde, em meio a um dia com muita nebulosidade.

No mercado físico, os agentes permanecem afastados e os negócios calmos. Os preços oscilaram acompanhando as cotações internacionais e também pouco variaram. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e robusta foram cotados a R$ 442,45/saca e a R$ 329,47/saca, com altas de 1,6% e 0,3% respectivamente.

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