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Revista Attalea Agronegócios
ARTIGOS Café

[Silas Brasileiro] – Balanço Semanal CNC — 11 a 15 de março de 2019

SILAS BRASILEIRO
Presidente do CNC – Conselho Nacional do Café. Deputado Federal
www.cncafe.com.br

 

CNC e CNA negociam medida contra endividamento e baixos preços com Governo

Para o curto prazo, representantes dos produtores trabalham a realização de programas de opções ou de equalização de preços e escoamento

O Conselho Nacional do Café (CNC) e a Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizaram reunião conjunta, na terça-feira, 12 de março, em Brasília (DF), para debater a renegociação das dívidas dos produtores e ações que garantam renda aos cafeicultores. O encontro é encaminhamento da audiência realizada na sede do Conselho, em 28 de fevereiro.

Diante das constantes quedas no mercado cafeeiro, o presidente do CNC, Silas Brasileiro, recorda que, em 7 de fevereiro, expôs à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que o mercado é especulativo e, caso não haja reação dos preços, o Governo precisa acenar a implantação de programas com recursos das Operações Oficias de Crédito (2OC) do Tesouro Nacional.

“Além disso, para mitigar os impactos das baixas dos preços e do endividamento, o CNC e a CNA vêm desenvolvendo ferramentas para serem operacionalizadas junto aos agentes financeiros, as quais permitam que a cafeicultura não se veja dependente exclusivamente de ações do Governo Federal”, explica.

Os presidentes comentam, ainda, que os problemas atuais precisam ser resolvidos, mas o setor precisa de ações de médio e longo prazos para que o problema não se repita.

Ainda na terça-feira, as lideranças da produção se reuniram com o secretário de Política Agrícola e o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Eduardo Sampaio e Silvio Farnese, respectivamente, pleiteando junto ao Governo a implantação de programas que possam sanar a crise vivenciada por muitos produtores já no curto prazo.

Segundo eles, vem sendo considerada a implementação de um programa de opções e/ou de um prêmio equalizador ou de escoamento, os quais virão para mitigar os efeitos da crise vivida, principalmente pelos cafeicultores de montanha.

Também como medida de curto prazo, eles reportam que as entidades vêm negociando com o Banco do Brasil, por exemplo, a possibilidade de repactuação do passivo dos produtores. A ideia é atrelar o refinanciamento a instrumentos de gestão de risco e a contrapartidas por parte do cafeicultor.

Um dos pontos que vem sendo negociado é que os mutuários que se interessem por essa virtual possibilidade cumpram algumas exigências como não expandir áreas de produção, ter assistência técnica para melhorar a capacidade de pagamento e somente ter acesso a novos créditos após quitar pelo menos 50% da renegociação.

Os presidentes concluem que essa medida é imprescindível para que sejam beneficiados somente os produtores necessitados, pois, caso não haja essa trava para ajudar apenas aos que precisam, surge uma possibilidade de elevação desregrada de oferta ao liberar o acesso a quem não tem necessidade, o que ocasionaria desequilíbrio em relação à demanda, aviltando ainda mais os preços.

 

Campeões do Prêmio Café Brasil serão conhecidos em 19 de março

Evento criado pelo CNC distribuirá R$ 90 mil a 12 jornalistas que são os finalistas das categorias Impresso, Internet, Rádio e TV

Serão reveladas na próxima terça-feira, 19 de março, as melhores reportagens sobre “A importância do cooperativismo cafeeiro na economia regional”, tema do 2º Prêmio Café Brasil de Jornalismo, realizado pelo Conselho Nacional do Café (CNC) em parceria com a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com apoio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT).

Após a análise da banca examinadora, 12 jornalistas, de cinco Estados, disputam as primeiras colocações das categorias Impresso, Internet, Rádio e TV. O campeão receberá troféu e o depósito de R$ 10 mil em sua conta. O segundo colocado ficará com R$ 7,5 mil e o terceiro com R$ 5 mil, ambos recebendo medalhas personalizadas da competição.

Na categoria Impresso, os materiais finalistas foram inscritos por Hulda Rode (Revista RDM Rural), Julio Huber (Revista Negócio Rural) e Leandro Fidelis (Revista Safra ES). Na Internet, disputam as premiações as inscrições de Fernando Dantas (Revista Safra Online), Jonas Feliciano (Portal Eu, Rio!) e Paulo Beraldo e Everton Sylvestre (De Olho no Campo).

A categoria Rádio terá suas três primeiras colocações disputadas pelos materiais inscritos por Júlio Vieira (Rádio BandNews FM BH), Marcos Menezes (Rádio Espírito Santo) e Terezinha Jovita (Rádio Espírito Santo), ao passo que a disputa na TV ficará entre os conteúdos enviados por Bruno Faustino (TV Educativa ES), Camila Soares (TV Educativa ES) e Lucas Magalhães (EPTV Sul de MG – Rede Globo).

Os organizadores entendem que o Prêmio é uma excelente oportunidade para reconhecer o jornalismo profissional e responsável do Brasil. Foram recebidos excelentes conteúdos de aproximadamente 70 jornalistas e a definição dos vencedores se deu através das reportagens que mais se aproximaram do tema e cumpriram os requisitos de análise da banca. Mais do que celebrar o bom jornalismo, a competição comemora o destaque dado pelos jornalistas ao café e ao cooperativismo nacional.

Minasul inaugura oficialmente Unidade de Lavras (MG)

CNC entende que a iniciativa vem ao encontro dos princípios do avanço e do modernismo atrelados ao cooperativismo

Nesta semana, a associada Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul) inaugurou a Loja Minasul em Lavras (MG). O presidente da organização, José Marcos Rafael Magalhães, destaca que o evento celebra uma conquista importante a todos os cooperados do Campo das Vertentes. “A Minasul é uma empresa cooperativista que assume a responsabilidade de ser uma entidade de fomento ao agronegócio. Temos um grande orgulho em anunciar a inauguração de uma moderna Unidade de Atendimento em Lavras”, reporta, em nota.

O Conselho Nacional do Café (CNC) enaltece a iniciativa e entende que esta vem ao encontro dos princípios do avanço e do modernismo atrelados ao cooperativismo, possibilitando que os cooperados possam usufruir de estruturas cada vez mais amplas e ter acessos a inúmeras possibilidades tecnológicas, comerciais e de mercado, preparando-se para ter um bom desempenho em sua atividade.

A Loja Minasul de Lavras é composta por armazém de café, escritório de negócios, loja de insumos e revenda de tratores Mahindra. “Toda a instalação tem sede própria, em localização estratégica, com área total de 19 mil m², 6,5 mil m² de área construída, investimento de mais de R$ 15 milhões e geração inicial de 25 empregos diretos. Com esses atributos, a Minasul tem o propósito de atender, levando seus produtos e serviços a esta pujante e próspera região, formada pelo Campo das Vertentes e Alto Rio Grande”, comenta Magalhães.

Segundo o presidente da cooperativa, esta implantação faz parte do Plano Minasul 2030, que contempla uma estratégia de expansão e diversificação de área de atuação e vem ao encontro do grande crescimento e da consequente demanda por produtos e serviços que a região vem experimentando. “Atuaremos em todas as dimensões de suporte ao agronegócio, ou seja, tecnologia, insumos e logística. Temos uma concepção inovadora e arrojada, sempre com o intuito de potencializar as oportunidades da região”, explica.

Conforme Magalhães, a Minasul tem projetos ambiciosos e buscará sempre a prática da intercooperação. “Vamos dar continuidade às parcerias com entidades públicas e privadas da região, assim como com outras cooperativas, Emater, Sindicatos Rurais, UFLA e outras entidades que quiserem se juntar a nós. Temos plena consciência de nossa responsabilidade e envidaremos todos os esforços para atendermos na medida certa nossos cooperados e os produtores de toda região. Vamos, juntos, produzir mais e crescer com nosso Brasil”, finaliza.

Cooperativas preparam semana de degustação de café

Evento será realizado pelo CNC em parceria com o Sistema OCB e o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo na Câmara

O café é o despertador biológico da maioria dos brasileiros e, além de fonte de sabor e energia, é gerador de renda, preservação ambiental e milhões de empregos no país. Para celebrar a importância socioeconômica do produto, o Conselho Nacional do Café (CNC), o Sistema OCB e o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Evair de Melo, promoverão a Semana de Degustação de Cafés Especiais do Brasil, com o tema “Cafezinho com o Cooperativismo”.

O evento ocorrerá entre os dias 19 e 21 de março, no Espaço Mário Covas da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), e conta com o apoio das cooperativas Cooxupé, Minasul, Expocaccer, Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro, Cocapec, Cocatrel, Agrocoop, Cafesul, Cooabriel, Comamo e Coopeavi, que apresentarão seus cafés ao público.

Será montado um estande do Movimento SomosCoop, responsável por dar mais visibilidade ao cooperativismo e, ainda, por despertar o orgulho naqueles que já sabem o quanto o trabalho coletivo, em cooperativismo, é justo e vale a pena.

No evento, serão degustados cafés produzidos nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rondônia. Além de promover o café de diversas origens do Brasil e a força do cooperativismo na cafeicultura, o encontro também tem como objetivos oportunizar o diálogo entre representantes do setor, de diversas partes do país, e mostrar a necessidade de um olhar mais atencioso dos parlamentares.

De acordo com o presidente do CNC, Silas Brasileiro, a Semana de Degustação será uma grande oportunidade para colocar a cafeicultura em destaque nos espaços políticos, visto que, nos últimos anos, o setor não teve a visibilidade merecida nas ações do Governo Federal.

Ele recorda, ainda, que o cooperativismo é transformador de vidas por meio da geração de renda e da promoção da sustentabilidade. “Nossa cafeicultura é exemplo dentro do sistema cooperativo, que permitiu que o Brasil sempre se colocasse na dianteira e permanecesse como o país mais sustentável e maior provedor de café do mundo. Sempre demos exemplo, agora precisamos contar com o exemplo e o apoio da gestão pública para continuarmos sendo vanguarda”, conclui.

A Semana de Degustação de Cafés Especiais do Brasil é aberta ao público, que poderá degustar bebidas excepcionais durante os três dias. Na oportunidade, haverá baristas preparando, servindo e explicando as características de cada café apresentado. Em 20 de março, as autoridades das entidades organizadoras marcarão presença e falarão um pouco a respeito do cooperativismo no café e a sua importância para milhões de brasileiros.

Mercado do café mantém trajetória de perdas

Indicadores técnicos, movimentação dos fundos de investimento e dólar pressionaram as cotações ao longo da semana

Os contratos futuros do café seguem sua trajetória de perdas nos mercados internacionais, pressionados por indicadores técnicos negativos, pela atuação de fundos de investimentos e pela pressão dos picos de alta do dólar, apesar do recuo da moeda no acumulado da semana.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/19 do contrato “C” encerrou o pregão de ontem a US$ 0,9715 por libra-peso, com desvalorização de 135 pontos. Na ICE Futures Europe, o contrato maio do café robusta caiu US$ 40, fechando a US$ 1.490 por tonelada na quinta-feira. O dólar comercial foi cotado a R$ 3,848, com recuo de 0,6%.

Hoje, a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, sigla em inglês) divulgará seu relatório semanal com o posicionamento de traders e a expectativa é que os fundos tenham ampliado sua posição vendida. Na semana encerrada em 5 de março, eles contavam com saldo líquido vendido de 75.184 lotes.

A Federação Europeia de Café (ECF, em inglês) anunciou, ontem, que os estoques no continente registraram queda de 1,5% ao final de janeiro, somando 678.669 toneladas. Em dezembro, o volume era de 688.739 toneladas. Nesta sexta-feira, a Associação de Café Verde dos EUA (GCA, em inglês) anunciará o volume armazenado no principal consumidor mundial.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que deverá permanecer instável em toda a Região Sudeste durante os próximos dias. De acordo com o serviço meteorológico, as instabilidades tendem a diminuir aos poucos, reduzindo o risco de chuvas volumosas.

No mercado físico, as cotações acompanharam o desempenho semanal das bolsas internacionais e também recuaram. Segundo agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a aproximação da colheita de conilon fez com que os produtores estivessem mais presentes no mercado, permitindo o fechamento de alguns negócios de maneira pontual. Os indicadores calculados pela instituição para os cafés arábica e robusta foram cotados a R$ 399,14/saca e a R$ 303,61/saca, com perdas de 1% e 1,2%, respectivamente.

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