fbpx
Revista Attalea Agronegócios
Equinos e Muares

Pelagens de cavalos e suas inúmeras variações

Se for considerar as diferenciações linguísticas, denominações raciais e, ainda regionais, é possível ultrapassar a marca de 2,5 mil nomenclaturas diferentes de pelagens de cavalos

Tordilha, rosilha, alazã, preta, baia, palomina, pampa, cremela… Essas são só algumas das pelagens de cavalos mais comuns, que definem a coloração da pele, pelos, crinas e cauda do animal. A variabilidade e combinação de diferentes pelagens conferem aos cavalos grande diversificação e, sobretudo, beleza.

Há uma variedade muito grande na denominação das pelagens, sendo encontradas, ao redor do mundo, mais de 2.500 nomenclaturas diferentes para determinar cada pelagem e suas variações. Obviamente, ao ser considerado os regionalismos geográficos e a própria língua de cada país.

Vale lembrar que mesmo dentro de uma mesma língua existem diferentes denominações dos diferentes tipos de pelagens de cavalos. Por exemplo, no Brasil, enquanto criadores do Sudeste consideram que um animal tem a pelagem alazão tostado, criadores gaúchos podem alegar que, na verdade, trata-se da pelagem colorada.

O valor da pelagem

Flavio Rafael Monteiro, médico-veterinário e criador de cavalos do Haras Imperial, explica que, apesar da performance de um cavalo em competições ser o fator mais relevante para que o mesmo alcance alto valores de comercialização no mercado, também há outros fatores que podem agregar valor ao animal. Esse é o caso da cor da pelagem.

“Em algumas raças a cor da pelagem é até mesmo uma de suas características, como nos Friseans onde praticamente todos da raça são pretos ou na raça Appaloosa que é facilmente identificada por seus cavalos brancos com pintas em todo corpo ou outros que apresentam uma espécie de manta branca com manchas na região acima da garupa.

Já os Paint Horses surgiram justamente devido a um padrão de cor de pelagem. Como os cavalos Quartos de Milha que tinham excesso de manchas brancas no corpo não eram registrados, uma nova Associação foi criada para registrar esses cavalos pintados”.

Normalmente, ainda de acordo com Monteiro, as pelagens mais raras são as que atingem maior valor, em contraste com as mais comuns. Só que até mesmo esse valor das pelagens varia de raça para raça. “Nos Puro Sangue Lusitanos, e estamos aqui falando apenas no aspecto pelagem, os tordilhos são os mais comuns e de menor valor agregado, enquanto nos Quartos de Milha, a pelagem de menor valor é a de cavalos alazões, também a mais frequente. Cavalos pretos, baios e palominos sempre tiveram uma boa aceitação de mercado”, acrescenta.

Além disso, o médico-veterinário explica que alguns genes conferem um aspecto mais exótico e também acabam proporcionando um maior valor ao animal. “É o caso de rosilhos, splash whites (mais conhecidos como “caras brancas”) e silvers, entre outros. Nos cavalos pintados, (que têm manchas brancas misturadas à sua cor de base) existentes nas raças Paint Horse, Mangalarga, Campolina, etc, até mesmo a distribuição dessas manchas pode interferir no valor do cavalo. É como se cada cavalo fosse uma obra de arte exclusiva e o mercado vai responder diretamente àqueles que tiverem uma melhor harmonia na distribuição das cores”.

Mas, da mesma forma que algumas pelagens podem agregar valor ao animal, outras podem estar relacionadas com problemas de saúde. Monteiro conta que, muitas vezes, essas deficiências são mínimas, mas criadores e proprietários precisam ter consciência disso. “Cremelos e perlinos podem ser mais sensíveis a uma exposição muito intensa e contínua do sol. Splash whites podem ter surdez parcial; Silvers, deficiência visual. Tordilhos têm grande incidência de melanoma no decorrer de sua vida e animais com duplo Gene Overo (uma das variedades de pintados) acabam morrendo logo após o nascimento”.

Melhoramento genético

O conhecimento sobre genética é essencial para o sucesso na criação de cavalos, interferindo na saúde, performance e valor econômico dos animais. Nesse sentido, a genética das pelagens está interligada com o processo de melhoramento genético, no qual trabalha-se com possibilidades e probabilidades.

A Vetnil, laboratório de saúde animal comprometido a trazer soluções para a saúde e bem-estar dos cavalos, tem orgulho em contribuir com o conhecimento de profissionais da área e em apoiar diversas raças através de patrocínios de eventos. Com aproximadamente 78 produtos em seu portifólio entre suplementos e medicamentos para equídeos, a empresa se alegra em observar a melhora da qualidade técnica da equideocultura brasileira.

FONTE: Natália de Oliveira – CAVALUS COMUNICAÇÃO EQUESTRE
avcomunicacaoequestre@gmail.com

Related posts

Medicina Veterinária testa biomaterial para tratar fraturas em animais de grande porte

Revista Attalea Agronegócios

Controle da dor em equinos: O que é e quais as formas de tratamento.

Doença de movimento, problemas de carregamento de reboques e seu cavalo

Revista Attalea Agronegócios

Deixe um comentário