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[João Paulo de Oliveira] – Cenário atual da Irrigação por Gotejamento na Região da Alta Mogiana

JOÃO PAULO DE OLIVEIRA
Projetista Sênior / Gerente Comercial Bolsa Irriga
Email: joaopaulo@bolsairriga.com.br

Pensando em tornar a irrigação cada vez mais eficiente, temos um assunto para discutir: Lâmina de Irrigação. Mas o que é essa tal de lâmina que tanto se lê, pouco se fala e muito menos se implanta? Em um breve resumo, trata-se da quantidade de água aplicada pelo sistema de irrigação para suprir as necessidade das plantas no seu momento de maior demanda.

Projetos com lâmina inferior as exigidas no balanço hídrico podem limitar seu potencial produtivo ou, até mesmo, levar à perdas na safra por falta de um volume ideal de água no momento crítico do ciclo produtivo. Em um projeto com correto dimensionamento todos os critérios devem ser levados em conta para se ter uma solução completa no campo.

Cada vez torna-se mais comum projetos de irrigação com padrões inferiores aos recomendados, tanto em padrões de engenharia quanto em agronômicos.

Muitas empresas tendem a baratear o valor do projeto de irrigação, ofertando ao produtor parâmetros fora do necessário para um sistema com boa eficiência.

Nesses casos, a parte agronômica é a primeira a sofrer com subdimensionamento. A redução da capacidade de aplicação de água do sistema de irrigação impacta diretamente no custo de implantação, pois a lâmina sofre redução direta, passando a trabalhar com vazões inferiores às recomendadas para aquela região.

Projetos com lâmina subdimensionada tem redução na potência dos motores, chaves de partida, filtragem e tubulações. Essas ações trazem uma redução tanto no custo do projeto como no custo de estruturas para instalação do mesmo.

No início, essa lâmina reduzida pode aparentar ter um bom custo benefício, pois o valor do projeto pode variar entre 30% e 50% em relação a um projeto com lâmina plena.

Projetos com “sub-lâmina” tem sido usado como argumento de vendas, no que se diz respeito a uma menor potência elétrica (potência dos motores) e levando-se em conta os atuais custos de energia elétrica o mesmo acaba atraindo a atenção do produtor no momento da compra.

Mas, ao logo dos anos e do desenvolvimento da lavoura, o consumo de água também vai aumentando e chega um momento em que a planta fica comprometida hidricamente. Dessa forma, logo aparecem problemas relacionados ao déficit hídrico parcial, que o sistema de irrigação já não tem mais condições de suprir. A lâmina passa a ser insuficiente para sustentar a cultura em seu estádio fenológico de maior consumo de água. Isso normalmente acontece em anos de seca atípica e no momento em que a cultura está com sua produção em jogo.

O ideal é sempre trabalhar com volumes de água condizentes à realidade da cultura e a região em que a mesma se encontra implantada.

Sempre procure profissionais e empresas capacitados para oferecer a melhor solução para seu cultivo e com isso conceber um projeto agronomicamente viável, evitando-se futuras surpresas e prejuízos.

Mais uma vez a famosa frase se destaca:- “O barato sai caro”.

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