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Revista Attalea Agronegócios
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EMPRESAS NOTÍCIAS

Jacto comemora 70 anos em 2018

CARLOS ARANTES CORRÊA
Engenheiro Agrônomo, Jornalista e Editor-Chefe da Revista Attalea Agronegócios
carlos@revistadeagronegocios.com.br

 

Da modesta oficina onde se via a placa “Conserta-se tudo” nasceu a empresa Máquinas Agrícolas Jacto, hoje um grupo forte e consolidado, com presença nos cinco continentes e nas maiores culturas agrícolas.

O ano é 1948. Um imigrante japonês fixa uma placa em frente a sua modesta oficina na cidade de Pompeia (SP), interior do Estado, com os dizeres “Conserta-se tudo”. Nascia ali a empresa Máquinas Agrícolas Jacto, hoje um grupo forte e consolidado, com presença em mais de 100 países nos 5 continentes, que completa 70 anos de uma história construída com o propósito de servir as pessoas com as melhores soluções.

Shunji Nishimura desembarcou no porto de Santos (SP) em 1932, com apenas 21 anos, um diploma técnico em mecânica, uma bíblia e US$100 no bolso. Foi para São Paulo (SP), onde trabalhou como torneiro, soldador e garçom.

Navio Buenos Aires Maru, onde Shunji Nishimura desembarcou no porto de Santos (SP), em 22 de março 1932.

Em seguida, como muitos imigrantes naquela época, seguiu a onda de expansão da cafeicultura para o interior do Estado. “Entre muitas características marcantes, Shunji Nishimura, tinha um espírito empreendedor latente e a busca por oportunidades onde quer que elas estivessem. Dessa forma, estabeleceu-se na cidade de Pompeia (SP), e encontrou um pequeno agrupamento de casas em volta da ferrovia, carente de todo tipo de negócio que a vida urbana podia requerer. Ali, montou uma pequena oficina, que cresceu e deu origem a Jacto. O desafio das próximas gerações é perseverar nos atributos e na essência que nos trouxe até aqui e construir um futuro com base nesses sólidos valores”, explicou Jorge Nishimura, Presidente do Conselho do Grupo Jacto.

DA PEQUENA OFICINA À GIGANTE INDÚSTRIA AGRÍCOLA

Por ter trabalhado na cultura do café e após muito observar as dificuldades e necessidades dos cafeicultores, Shunji Nishimura lança em 1948 a primeira Polvilheira de agroquímicos, com diferenciais em relação aos modelos importados: podia ser carregada nas costas (as importadas eram na frente) e tinha um mecanismo de distribuição do pó com alavanca de duplo movimento, para cima e para baixo. É nesse momento que nasce a Máquinas Agrícolas Jacto.

1948: Shunji Nishimura desenvolve a primeira polvilhadeira de defensivos nacional, dando início à Máquinas Agrícolas Jacto
1948: Como era a primeira polvilhadeira costal.

No começo, Nishimura fazia tudo sozinho: fabricava as polvilhadeiras, ia ao campo vendê-las, dava assistência técnica e consertava as que apresentavam defeito. O equipamento ainda não estava no ponto e quebrava com facilidade, mas a presença e o pronto atendimento de Nishimura para consertar, substituir peças ou até a máquina inteira conquistaram a confiança dos agricultores.

No ano de 1958, a Jacto lança o primeiro Pulverizador Costal, acompanhando a evolução da indústria química que levou os agroquímicos à nova formulações: do pó químico ao líquido.

1958: Lançamento do primeiro Pulverizador Costal

Logo em seguida, em 1961, é lançada uma Polvilhadeira montada em trator, com dois mexedores para evitar a compactação do agroquímico. No mesmo ano é lançado o modelo PT 60, um Pulverizador Tratorizado para áreas maiores, com inovações como o sistema mexedor hidráulico.

1962: Jacto Haramoto, uma polvilhadeira com barras.

No ano seguinte, em 1962, nasce a segunda grande inovação da Jacto: a Jacto Haramoto, uma polvilhadeira com barras, montada em trator. As primeiras unidades saíram com barras fabricadas em bambu.

Em 1963, a Empresa faz sua primeira exportação: um lote de pulverizadores costais para a Argentina. Na sequência, expande as vendas para Costa Rica, México e Venezuela. Eram os primeiros passos rumo a uma companhia com presença global.

1963: 1ª exportação de máquinas da empresa, um lote de polvilhadeiras costais para a Argentina.

Em 1964, a Jacto importa da Alemanha uma máquina sopradora Kautex modelo B13, que permitiu substituir o me-tal pelo plástico nos pulverizadores costais. Com os defensivos líquidos, o uso do plástico permitiu resolver o problema da corrosão nos tanques dos pulverizadores.

1966: Linha de produção de reservatório plástico para pulverizadores costais

A inauguração do prédio para a linha de produção do reservatório de plástico aconteceu em 1966, concomitante com o lançamento do Pulverizador Costal PJH. Além de baratear o produto na linha de produção e aumentar sua durabilidade, o plástico resistia à corrosão causada pelos agroquímicos. Para convencer o agricultor sobre a resistência do plástico, Nishimura tinha um método um tanto inusitado: o teste da marreta. Ele carregava uma marreta para onde ia e o cliente poderia bater no reservatório plástico para atestar sua resistência.

Em 1970, a Ferrugem-do-Cafeeiro apareceu pela primeira vez nos cafezais do Brasil e a partir do sul da Bahia espalhou-se rapidamente pelas lavouras de todo o país. Em resposta, a Jacto desenvolveu o GT 400, um pulverizador para adaptação em trator, especialmente projetado para a aplicação de fungicidas. Atualmente, essa linha de produtos é chamada de Arbus.

1979: K3, a 1ª colhedora de café do mundo.

Em 1979, no dia 4 de julho, a Jacto lança a primeira Colhedora de Café do Mundo, com a presença do vice-presidente da República, Aureliano Chaves. A empresa ainda não tinha tecnologia na fábrica de Pompeia e as primeiras peças para a colhedora eram feitas em São Paulo (SP), pelo fornecedor Prensas Gutmann. No lançamento da máquina, Shunji Nishimura chamou todos os funcionários, parceiros e fornecedores para um grande evento e pediu para estender uma grande faixa com a frase “Ninguém cresce sozinho”.

Adaptação e remodelação da Colhedora de Café Jacto K3

A partir de 1980, os pulverizadores de barras da série PJ dão lugar aos modelos Condor M12 e Coral B12. As barras passam a ter 12 metros, aumentando a produtividade no campo. Cria-se a primeira célula de fabricação de bombas de pulverização em linha. Em 1981, é lançado o Columbia A-17, com barras de 17 metros e sistema de levantamento hidráulico.

1980: Pulverizador Coral B12
1980: Pulverizador Condor 800 M12

Já em 1989, a Jacto lança o primeiro pulverizador automotriz, o Uniport 3000 4×4, com barras hidráulicas e comandos computadorizados. Seu nome vem da ideia de pórtico único, onde a máquina seria usada para diferentes tipos de funções. O equipamento foi o salto tecnológico que iniciou o domínio da pulverização por máquinas automotrizes. Em 1993 é lançada a tecnologia Vortex, que permite fazer aplicações de defensivos com maior qualidade em condições de vento forte.

1989: lançamento do primeiro pulverizador automotriz, o Uniport 3000 4×4, com barras hidráulicas

No ano de 1997 nasce o Uniport 2000, voltado para os grandes produtores de algodão, milho e soja, modelo de menor custo, com reservatório para 2.000 litros e muita tecnologia embarcada, como monitoramento do motor, sistema de orientação por GPS para agricultura de precisão, comandos e controles de pulverização. O modelo trouxe sensores para detectar a presença de plantas e controlar a altura das barras de acordo com a altura da plantação, além de desligar automaticamente a pulverização em áreas não cultivadas.

No ano em que completou 50 anos, em 1998, a Jacto entra definitivamente na era da agricultura de precisão com o lançamento do JSC 4000, comando eletrônico de pulverização para os pulverizadores de barra. Ele dispensa a regulagem do volume de pulverização pelo operador.

E a empresa segue no pioneirismo em alta tecnologia para a agricultura. Durante a extinta Agrishow Cerrado, em 2004, a Jacto faz a apresentação pública do primeiro piloto automático em pulverizadores agrícolas no Brasil.

2005: Adubadora Uniport 3000 NPK

Em 2005, é lançada a Adubadora Uniport 3000 NPK, para adubo sólido granulado, desenvolvida para a cana de açúcar. Nesse mesmo ano, a Jacto recebe a certificação ISO 9001. Também são inauguradas as instalações da Ferramentaria, que atende à produção de moldes e ferramentas para todas as áreas de negócio do Grupo Jacto.

JAV, o veículo autônomo da Jacto.

Ao completar 60 anos, em 2008, a Jacto inaugura a uma fábrica de pulverizadores costais na Tailândia. Ao mesmo tempo, tem início o projeto JAV – Veículo Autônomo da Jacto, que surge de uma demanda pontual dos agricultores mexicanos. O modelo JAV-I, versão conceitual, foi lançado em 2011, na Agrishow, apresentando diversos benefícios:- um único operador pode controlar uma grande quantidade de máquinas; a segurança do operador, que não entra em contato com o defensivo; visão noturna de animais, obstáculos e pessoas. A versão II do autônomo JAV foi apresentada em 2013, na Agrishow, com melhorias no sistema veicular, de pulverização e tecnologia embarcada.

A data de 23 de abril de 2010 foi marcada com o falecimento do fundador da Jacto, Shunji Nishimura, aos 99 anos.

“Shunji Nishimura”, óleo sobre tela. (Créditos: Milton Nakata – https://miltonnakatastudio.myportfolio.com)

Em novembro de 2011, é apresentado o Uniport 3030, um novo conceito em pulverizador automotriz, com reservatório de 3.000 litros e barras de 28 e 32 metros, com grandes inovações que possibilitam grande economia para o produtor. Também em 2011, a Jacto inova e lança a tecnologia bico a bico para os pulverizadores de barra (possibilidade de controlar individualmente cada bico, reduzindo o custo de produção, menos sobreposição de agroquímicos e menor impacto ambiental).

Pulverizador Uniport 3030 Canavieiro

Em 2012 a Jacto lança o primeiro sistema de telemetria integrado para internet e aplicativo de smartphone com armazenamento em nuvem, que monitora em tempo real as operações no campo. Com ele, é possível receber em tempo real notificações do que está errado em relação ao planejamento, quantidade de calda desperdiçada por sobreposição, temperatura e umidade relativa, volume de aplicação e muito mais. No mesmo ano, no dia 21 de abril, é assinado decreto estadual que institui a Faculdade de Tecnologia – FATEC Shunji Nishimura.

Nos três últimos anos, muita tecnologia foi lançada. Em 2015, tivemos a Colhedora de Café K 3500 (para plantios tradicionais e adensados); os novos modelos de Pulverizadores Costais PJB 16 e PJM 20 (funcionamento a bateria). e o Condor 800 AM 18 (com 18 metros de barras e alto rendimento operacional).
Em 2016, chegam os novos pulverizadores Uniport 2530 e 4530 (o maior pulverizador do mercado brasileiro).

2015: Lançamento da Colhedora de Café K 3500

Pulverizador Costal PJ-16
Pulverizador Costal PJM-20 (funcionamento a bateria)

Em 2017 acontece o lançado do novo logotipo da marca Otmis e seu novo display Omni 700. Seu grande diferencial é o repetidor de operações, que permite ao operador programar o equipamento para repetir ações feitas a partir de uma primeira gravação.

Novo logotipo da marca Otmis e seu novo display Omni 700 2017

Também ocorre o lançamento da adubadora Uniport 5030 NPK, equipada com tecnologia de primeiro mundo para reduzir o desperdício de fertilizante, melhorar a qualidade da aplicação e minimizar a aplicação em áreas de reserva como rios e florestas.

TECNOLOGIA E COMPROMISSO COM O CLIENTE

Retratamos, até aqui, um pouco da história da Máquinas Agrícola Jacto, desde a chegada do seu fundador, Shunji Nishimura. Foi um crescimento vertiginoso, tendo não somente a “tecnologia” como base para o atendimento das demandas agrícolas. Desde a polvilhadeira costal, a Jacto se guia pela busca da excelência e pelo compromisso de jamais abandonar o agricultor a própria sorte, dando toda a assistência que ele precisar.

Shunji Nishimura sempre dizia que “Ninguém Cresce Sozinho”. Dessa forma, a empresa segue em busca de um ambiente inspirador para as pessoas que trabalham ou se relacionam com ela.

Com 3.650 colaboradores, o parque fabril do Grupo Jacto está localizado quase que em sua totalidade em Pompeia (SP), mas tem também uma unidade fabril em Oriente (SP), Limeira (SP), na Tailândia, México e, neste ano, foi inaugurada fábrica em Arrecifes, na Argentina.

Pulverizador Uniport 4530
Pulverizador ARBUS 4000 Tower

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