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Inscrições abertas para o 22º Concurso Estadual de Qualidade do Café “Aldir Alves Teixeira”

Engenheiro agrônomo empresta seu nome ao concurso, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), que premia os melhores grãos de São Paulo

As inscrições para o 22º Concurso Estadual de Qualidade do Café “Aldir Alves Teixeira” já estão abertas e podem se inscrever e concorrer os cafeicultores do Estado de São Paulo, com amostras do grão produzidas neste ano-safra. As amostras devem ser entregues, preferencialmente, na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional no seu respectivo município. Cada produtor poderá participar com apenas uma amostra em cada modalidade que concorrer e a inscrição é isenta de taxas. 

Os produtores interessados em participar submetem amostras para avaliação de especialistas, que fazem a degustação cega das bebidas. No ano passado, foram cerca de 200 amostras competindo. Na atual edição, os organizadores esperam que sejam quase 500 inscritos.

O prazo final para entrega das fichas de inscrição e amostras dos cafés nas CATI Regionais é até o dia 15 de outubro. As amostras serão codificadas após inserção dos dados cadastrais em sistema informatizado, que manterá sigilo absoluto até a classificação final.

O Concurso Estadual será realizado em diferentes categorias:

1 – Coffea arabica – Convencional – preparados por via seca (café natural);

2 – Coffea arabica – Convencional – preparado por via úmida (café cereja descascado e/ou despolpado);

3 – Coffea arabica – Convencional – preparados via fermentação induzida (café fermentado);

4 – Coffea arabica – Orgânico – independente do processamento.

A cerimônia de premiação será realizada no Museu do Café de Santos (SP), em data a ser divulgada pela Comissão Organizadora. “Esse concurso tem como protagonista o grão de qualidade do Estado de São Paulo, é inclusivo e vem para habilitar todos os pequenos produtores. É necessário aplaudir a atuação da SAA e suas coordenadorias em promover e liderar esse movimento junto com a cadeia produtiva”, afirma Ademar Pereira, presidente da Câmara Setorial do Café de São Paulo.

Aldir Alves Teixeira: uma vida inteira dedicada à promoção e produção de cafés de qualidade

Aroma, doçura, sabor e ausência de defeitos. “Detalhes que fazem diferença na hora de produzir um bom café”, afirmou, há 16 anos, o engenheiro agrônomo Aldir Alves Teixeira, que empresta seu nome ao tradicional concurso que premia os melhores grãos de São Paulo.

REGULAMENTO
Clique aqui para acessar o regulamento.

FICHA DE INSCRIÇÃO
Clique aqui para acessar a ficha de inscrição, que deve ser entregue preenchida na Casa da Agricultura mais próxima.

Formado em 1959, engenheiro agrônomo e doutor em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), Alves trabalhou na Seção de Classificação e Degustação, da Secretaria de Agricultura de São Paulo e prestou serviços ao antigo Instituto Brasileiro do Café. Reassumiu o cargo no Instituto Biológico (IB), em 1983, onde se aposentou em 1992. Mas a importância de seu trabalho se perpetua até os dias de hoje. Os famosos pés de café do IB, área do maior cafezal urbano do mundo, foram plantados por iniciativa dele.

Para Aldir, um dos motivos que promoveu a melhoria da produção cafeeira, há mais de 30 anos, foi a comercialização direta com empresas estrangeiras, que pagavam um preço mais alto pela qualidade. “A partir desse momento, começamos a fazer campanhas ressaltando a qualidade para mudar a mentalidade dos produtores”, revelou.

Como engenheiro agrônomo, passou a disseminar práticas agrícolas específicas para garantir a qualidade do café. “O cafeicultor percebeu que pequenos detalhes fizeram diferença. Os grãos ficaram melhores e a remuneração também”, afirma.

Desde então, houve um rápido crescimento do mercado interno de cafés especiais, resultado da descoberta de diferentes sabores e experiências. Atualmente, mais de um bilhão de xícaras da bebida são servidas todos os dias no mundo, e os consumidores estão cada vez mais exigentes. Esse movimento representou uma oportunidade de agregação de valor ao produto. Hoje, o Brasil é o segundo maior consumidor do mundo e a estimativa é de que cerca de 10% sejam de cafés especiais, especialmente consumidos em cafeterias e restaurantes.

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