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Revista Attalea Agronegócios
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ARTIGOS Café

[Grupo Vittia – Samaritá] – Benefícios do uso de extratos de algas a cafeicultura

ANA C.C.N. ALVES

Doutora, Gerente de Produtos Bioestimulantes, Grupo Vittia / Samaritá

GRUPO VITTIA = https://www.vittia.com.br

SAMARITÁ = https://www.samaritá.com.br

 

A busca por maior produtividade e qualidade de grãos de café vem gerando a necessidade do uso de insumos que possam ofertar além da simples nutrição. Faz se necessário uma planta mais equilibrada, tolerante aos estreses e em condições de aproveitar melhor os fertilizantes oferecidos. Entre os insumos que oferecem este “algo mais” se destacam os fertilizantes especiais, ou biofertilizantes, que contém extratos de Ascophyllum nodosum.

São diversos os benefícios associados ao uso de extratos desta alga marrom na agricultura como o melhor desenvolvimento vegetativo, principalmente de raízes, fixação de flores e frutos jovens, homogeneidade de floração e colheita e em alguns casos, melhor qualidade de frutos.

Também é descrita a maior tolerância a estresses abióticos (como seca, temperaturas extremas e salinidade), reduzindo as perdas nestas situações. Além destes efeitos na fisiologia das plantas, podem haver uma potencialização de outros insumos agrícolas (efeitos sinérgicos), como a melhor absorção de nutrientes, devida a capacidade complexante de íons.

Estas alterações na planta ocorrem devido a presença de diferentes substâncias sinalizadoras pré – hormonais (como carboidratos, aminoácidos e peptídeos) e anti-estressantes (como as prolinas, betaínas, laminarinas e outros) no extrato de algas. (KHAN, 2009; MICHALAK and CHOSHACKA, 2014; SHARMA et al., 2014; BATTCHARAYA et al., 2015).

Em cafeeiro estes benefícios também são relatados, tendo sido observados aumentos de produtividade tanto em condições de sequeiro, como irrigadas por vários anos consecutivos. Também já foram observadas tendências de redução do “café bóia” e grãos colhidos na varredura quando da aplicação de extratos de A. nodosum.

Em ensaios em campo realizados em Araguari (MG) foram avaliados cafeeiros durante cinco anos após a poda drástica (recepa). Grupos de plantas tratadas com o extrato de algas ou não foram irrigados normalmente, não irrigados ou irrigados com apenas a metade (50%) do volume de água necessário (ETc). Os cafeeiros tratados receberam uma primeira aplicação de extrato de A. nodosum via fertirigação (2 l/ha) e quatro aplicações foliares de 1.2 l/ha em intervalos quinzenais. Quando avaliada a média de quatro anos de ensaio, as plantas não irrigadas e que receberam o extrato de algas produziram 6,24 sacas/ha a mais do que a média do controle não irrigado (figura 1).

Resultados interessantes também foram obtidos quando comparado as médias de produtividade nos cinco anos com as das condições hídricas ótimas (controle irrigado). Cafeeiros irrigados e tratados com o extrato de algas produziram cerca de 18 sacas/ha a mais do que o controle irrigado, um aumento de 54%.

As plantas irrigadas com a metade da lâmina de água que receberam o extrato de algas tiveram um incremento de produção semelhantes às com a irrigação completa, de 15 sacas/ha na média. Isto é um indício que a aplicação do extrato de alga leva a melhor eficiência do uso da água pelas plantas, ou seja, as plantas conseguiram utilizar melhor a pouca água que receberam. (Fernandes et al., 2014; Fernandes et al., 2015, Fernandes et al., no prelo).

Figura 1. Médias da produtividade de cafeeiros (cv. Topázio), com diferentes regimes hídricos (0%, 50% e 100%) e aplicação de extrato de alga (EA). (Fernandes et al., no prelo).

Somando estes efeitos, o uso de extratos de algas se apresenta como uma importante ferramenta ao produtor no manejo de estresses e altas produtividades.

Para levar estes benefícios ao campo, os extratos de Ascophyllum nodosum podem ser oferecidos as plantas na forma de fertilizantes naturais ou aditivos, como o novo “Biopower Gold”.

Tecnologia Samaritá – O Novo Biopower Gold

Visando oferecer ao cafeicultor uma ferramenta a mais para obtenção de altas produtividades, a Samaritá lançou o seu novo fertilizante a base de extratos de A. nodosum, o “Biopower Gold”.  O produto é um fertilizante organomineral Classe A que contém, além do fertilizante, extrato de algas marrons (da espécie Ascophyllum nodosum) e aditivos. O conjunto destes compostos leva a uma ativação dos cultivos e, por consequência, maior produtividade. O produto pode ser utilizado desde a formação das mudas de café, manutenção da planta e período reprodutivo.

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