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Gira, AgTech do Santander, inicia abertura de rede de lojas

Após vender 80% de sua titularidade ao Santander, em agosto do ano passado, o Gira, AgTech de recebíveis do agronegócio, inicia a abertura de lojas físicas nas cidades de Confresa e Matupá, no Mato Grosso (MT), e planeja a expansão ainda neste ano. A startup oferece a pequenos e médios produtores operações de barter, que consistem na antecipação de insumos em troca de parte da produção futura. A expectativa para este ano é comercializar 300 mil toneladas de grãos, entre milho e soja, ou seja, 20 vezes mais sobre as operações de 2020, quando o Santander ainda não era sócio majoritário.

O Gira terá seis lojas no total, com atendimento a clientes em toda a região Centro-Oeste e nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Pará. Por hora, as operações da AgTech são limitadas a R$ 10 milhões por produtor ou áreas de até dois mil hectares. “Este resultado pode ser alcançado devido à capilaridade da nossa operação, o que nos faz agregar produtores não bancarizados ou por não terem garantias além de sua própria produção”, diz Gianpaolo Zambiazi, CEO do Gira.

Agência do Gira em Confresa/MT – Divulgação

Para Carlos Aguiar, diretor de Agronegócios do Santander, a expansão do Gira fortalece os serviços do Banco para o setor, principalmente para os pequenos que dependem de barter para assegurar a produção. “Esta modalidade favorece o produtor na medida em que oferece um custo baixo e o protege contra variações de preços, entre outras vantagens. Hoje, além da estrutura do Gira, temos uma rede de atendimento exclusivo como parte do nosso modelo de negócios e já contabilizamos 41 ‘Lojas Agro’ no interior brasileiro para oferecer serviços financeiros e consultoria de negócios para os produtores”, afirma o executivo.

A empresa conta com plataforma tecnológica de ponta, capaz de garantir segurança às operações devido à revisão e registro digital das garantias fornecidas em contratos, além do monitoramento recorrente do desenvolvimento das produções como acompanhamento de riscos. “A vantagem do negócio, do ponto de vista do produtor, é a garantia de recebimento do insumo e competitividade, uma vez que consegue otimizar a precificação e valorizar o produto comercializado pelo Gira”, explica Zambiazi.

O Santander também dispõe de agências convencionais para atender o público geral, com equipe especializada em serviços financeiros para o agronegócio, como crédito para a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, financiamento de lavouras, entre outros.

Desde 2016, a instituição vem reforçando esta estrutura e é o Banco que mais cresce na concessão de crédito ao setor. A carteira de crédito ampliada (que considera Recursos Obrigatórios e Livres, BNDES, Funcafé e os títulos CPR e CDCA) do Santander ao agronegócio chegou a R$ 24 bilhões ao final de 2020, crescimento de 20% ante 2019 (R$ 20 bilhões).

FONTE: Janete Galbiatijanete@carolsilveira.com.br

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