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Revista Attalea Agronegócios
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ARTIGOS

[Antonio Henrique Botelho Lima] – Logística e Infraestrutura dificultam setor de distribuição de insumos agropecuários

Antonio Henrique Botelho Lima

Presidente da ANDAV – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários

www.congressoandav.com.br

É preciso criar um alerta sobre alguns aspectos que estão travando o crescimento da agricultura brasileira e, por consequência, de todo o país. De norte a sul, o impacto da falta de investimento em infraestrutura e logística se destaca negativamente. Pior: não há um horizonte fértil no curto e médio prazos. E o agravante é que o agronegócio não pode esperar até 2030. Nessa data, existe a projeção de que se finalizará um ciclo de retomada dos aportes públicos e privados realizados nos próximos anos em áreas essenciais como energia elétrica, transportes e logística, telecomunicações e saneamento básico, como apontou recentemente a consultoria Pezco Economics and Business Inteligence. No entanto, o período foge – e muito – às necessidades do setor.

Entre os dias 13 e 15 de agosto, acontece o VIII Congresso ANDAV – Fórum & Exposição. Realizado pela ANDAV – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, da qual sou presidente do Conselho Diretor. O evento é um meio de unir a cadeia do agronegócio, em especial os empresários do nosso setor, em um momento de intensa troca de informações e envolvimento em importantes questões que desenvolvem de maneira sustentável o agronegócio brasileiro. Temos muitas ações e fatos positivos para discutir. Porém, o objetivo de publicar um artigo anteriormente ao nosso Congresso é justamente gerar a discussão frente ao momento tão desafiador.

Especificamente no setor de distribuição de insumos agropecuários, somente o associado da ANDAV movimentou em 2016 aproximadamente R$ 47 bilhões, entre fertilizantes, produtos de nutrição vegetal, defensivos agrícolas, sementes e medicamentos veterinários e os números poderiam ser ainda melhores. Falta comprometimento e gestão pública eficientes. E isso só poderá ser obtido com o envolvimento de uma estratégia conjunta da Presidência da República, da Casa Civil e dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Fazenda, do Planejamento, da Justiça, da Saúde e do Meio Ambiente, instituindo políticas públicas que apresentem um norte para o setor.

A começar pelo Plano Safra, que seja possível projetar no mínimo quatro anos de continuidade de um mesmo projeto, de forma que o desenvolvimento seja contínuo, lógico e que atenda aos anseios dos produtores rurais, do início ao fim da safra e de todos os entes do mercado agro. Neste cenário, a logística passa a ser ainda mais fundamental. O Brasil necessita de um plano logístico urgente, que idealize uma possível redução do custo final do produto, tanto para o mercado interno como para a exportação. Na distribuição, com o seu crescimento anual, é de suma importância a continuidade da construção de armazéns para grãos recebidos por meio de operações de Barter (mecanismo de financiamento de safra). Afinal, são volumes significativos. O mesmo vale para produtos de estocagem dos distribuidores, como por exemplo, os defensivos que necessitam, inclusive, de um controle e segurança ainda maiores.

Para isso, torna-se muito necessário avaliar os procedimentos para a disponibilização de recursos equalizados a fim de efetivar estas construções. São obras privadas, mas que desenvolvem a economia pública regional, estadual e, no final, de todo o país com um superávit (como vimos nos últimos anos) no Produto Interno Bruto (PIB). Para nós o caminho está claro! A infraestrutura deve romper a barreira de obras sem fundamentos, paralisadas e que não ligam lugar nenhum a nada. Ou mesmo as boas obras que no momento não sejam prioritárias. Queremos propor um debate público para estancar a deficiência na infraestrutura de transporte, o combate à malha rodoviária em más condi­ções, ferrovias, hidrovias e cabo­tagem insuficientes, sem contar o agravante da baixa capacidade de armazenagem.

A real vocação do brasileiro do futuro estará no pensar coletivamente e no exercer de sua real cidadania. E, para isso, precisaremos avaliar o nosso macrocenário, exigir ações práticas do governo federal e debater perenemente sobre a evolução da maior vocação econômica do Brasil: o agronegócio.

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