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Revista Attalea Agronegócios
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Café

[Escritório Carvalhaes] – Boletim semanal – ano 85 – n° 42

ESCRITÓRIO CARVALHAES
A mais antiga publicação periódica do café brasileiro –
desde 1933, a melhor fonte de pesquisa sobre o mercado mundial de café.
www.carvalhaes.com.br

 

Santos, sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sexta-feira passada, dia 12, feriado nacional no Brasil, os contratos de café com vencimento em dezembro próximo na ICE Futures US em Nova Iorque subiram 365 pontos. Esta semana subiram mais 555 pontos. Portanto, do fechamento de quinta-feira, dia 11, último dia útil da semana passada no Brasil, até o fechamento de hoje, sexta-feira, esses contratos subiram 920 pontos ou 8%. Nesse mesmo período, com os bons índices de Jair Bolsonaro, bem à frente de seu adversário, nas pesquisas para a próxima eleição presidencial brasileira, o real se fortaleceu aproximadamente 2% frente ao dólar.

No mercado físico brasileiro os preços em reais evoluíram, mas não no mesmo percentual da ICE em Nova Iorque. O mercado foi comprador, porém, apesar da evolução dos preços, o volume de lotes ofertados pelos cafeicultores não cresceu. Nos dias de maior alta em Nova Iorque, o comprador fez ofertas melhores e fechar negócios foi mais fácil.

Preocupados com os custos crescentes e com o fato da próxima safra 2019/2020 ser de ciclo baixo, os cafeicultores procuram vender com cautela. Acompanham o volume das chuvas e as floradas, não demonstrando pressa em vender. Sabem que os estoques governamentais zeraram e que os remanescentes em mãos da iniciativa privada são insignificantes para as necessidades brasileiras.

Apesar de termos produzido uma safra recorde, o volume colhido é apenas o necessário para as necessidades brasileiras de exportação e consumo interno. Mesmo assim as vendas vão saindo e algumas grandes cooperativas estimam que mais da metade da nova safra brasileira já foi comercializada.

Os trabalhos de colheita terminaram e as despesas agora virão mais devagar, pressionando menos os produtores brasileiros de café.

Em Minas Gerais e em São Paulo, os dois maiores produtores de arábica do Brasil, já se ouve falar de produtores pensando em investir menos em tratos culturais para a próxima safra 2019/2020, que para o arábica naturalmente já será menor que a atual. Menos investimentos em fertilizantes e, especialmente em defensivos, poderão prejudicar o volume e a qualidade dos cafés que serão produzidos em 2019. No Espírito Santo, principal estado produtor de café conilon/robusta do Brasil, a situação não é diferente. O presidente da COOABRIEL – Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel, a maior cooperativa da variedade robusta do mundo, disse que as compras de insumos estão 50 por cento menores neste ano.

As associações de cafeicultores que representam mais de 30 países da América Latina, África e Ásia recentemente enviaram uma carta conjunta aos principais compradores de café, fazendo um alerta sobre a atual crise de preços e a urgência de encontrar soluções conjuntas imediatamente. Entre os destinatários da carta estão empresas como Starbucks, Nestlé, Joh Johannson, Gustav Paulig, Folgers,Keurig e JDE.

“Como líderes das associações que representam os cafeicultores de mais de 30 países, escrevemos a você para expressar nossa profunda preocupação com a situação atual do mercado de café que está gerando uma grave crise econômica, social e potencialmente política, bem como uma preocupação entre os produtores de café em todo o mundo”.

Os produtores expressam sua confiança de que a carta é o primeiro passo de uma discussão séria e de tomadas de ações conjuntas com a indústria para encontrar meios de garantir a sustentabilidade econômica dos cafeicultores, aumentar suas rendas e evitar a expansão da catástrofe social que está se formando em muitos países produtores de café (veja mais informações em nosso site).

A “Green Coffee Association” divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 6.438.220 em 15 de setembro de 2018. Uma baixa de 224.641 sacas em relação às 6.662.861 sacas existentes em 31 de agosto de 2018.

Até dia 18, os embarques de outubro estavam em 1.264.647 sacas de café arábica, 61.789 sacas de café conillon, mais 70.733 sacas de café solúvel, totalizando 1.397.169 sacas embarcadas, contra 1.519.105 sacas no mesmo dia de setembro. Até o mesmo dia 18, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em outubro totalizavam 2.262.657 sacas, contra 2.130.847 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 12, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 19, subiu nos contratos para entrega em dezembro próximo 555 pontos ou US$ 7,34 (R$ 27,27) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 12 a R$ 582,15 por saca, e hoje dia 19 a R$ 600,02. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 5 pontos.

Escritório Carvalhaes

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