Notícia

Nova cochonilha constatada em cafeeiros no Sul de Minas

Nova cochonilha constatada em cafeeiros no Sul de Minas

Fonte: José Braz Matielo - Fundação Procafé

Contato: www.fundacaoprocafe.com.br
Data: 10/05/2018

Um cochonilha nova, de hábitos diferenciados, foi constatada, recentemente, em lavoura cafeeira no Sul de Minas, também mostrando controle natural em boa escala, com predação e parasitismo muito significativos.

A observação foi feita em março de 2018, em cafezal com 2,5 anos de idade, na 1ª safra. Os sintomas de ataque se mostraram e chamaram a atenção pela maior evidencia de escurecimento e presença junto aos frutos. Assim, a principio, desconfiou-se de ataque de cochonilhas de frutos, como as dos gêneros Planococcus e Pseudococcus, comuns nesse tipo de ataque e conhecidas como cochonilhas farinhentas.  Ao se observar melhor as plantas atacadas verificou-se que se tratava de outro tipo de cochonilha, na forma de escamas, que além de atacar a roseta de frutos, atacava também ramos novos, sem a presença de frutos e, em grande escala, a folhagem dos cafeeiros, condição que não é comum, nessas partes das plantas, pelas cochonilhas farinhentas.

Nas folhas as cochonilhas se mostraram atacando o verso do limbo foliar, em certos caso, cobrindo quase toda a sua superfície. As cochonilhas adultas, na forma de escamas arredondadas tinham a cor parda clara, porem apareciam esbranquiçadas devido ao parasitismo por um fungo dessa coloração. Também em frutos as cochonilhas se mostraram cobertas por uma colônia circular de fungos de coloração branca. Além desse parasitismo verificou-se, ainda, em grande escala, sobre folhas, larvas e adultos de micro-joaninhas, usuais predadoras de cochonilhas, por isso, em muitas folhas, notava-se que, ao serem tocadas, as cochonilhas se desprendiam,  sinal de que estavam mortas, com certeza pelo controle biológico presente. No aspecto de parasitismo, se conhece o fungo Lecanicillium lecanii  como agente natural de mortalidade de cochonilhas, em diversas culturas, porem não na forma de parasitismo altamente eficiente, conforme agora constatado.

O ataque foi verificado na forma de focos, não em toda a lavoura. Alí são feitos os tratos e o controle com praticas usuais,  utilizando  pulverizações com fungicidas mais micro-nutrientes, associadas ao uso de produtos inseticida/fungicida via solo. A lavoura é irrigada, não sofrendo, portanto, stress hídrico, surgindo, assim, a hipótese de desequilíbrio em função de defensivos usados, não em função de condição de estiagem, causa esta de desequilíbrio verificada em outras regiões.

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