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CCPR comemora decisão sobre Itambé, mas compra segue suspensa

CCPR comemora decisão sobre Itambé, mas compra segue suspensa

Fonte: Revista Exame

Contato: www.exame.abril.com.br
Data: 08/03/2018

Lactalis – A compra da Itambé pela Lactalis, anunciada em dezembro, ainda depende de aprovação de uma câmara arbitral

Em nota emitida na quarta-feira, dia 07/03, a CCPR - Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais comemorou a decisão de hoje da Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu ganho de causa, por 3 votos a 0, à CCPR, “confirmando por unanimidade decisão julgada em primeira instância”.

 

Conforme diz a nota, “com isso, fica reconhecida a validade da compra dos 50% da Itambém que pertenciam à Vigor pela CCPR, que segue com a gestão da empresa”.

 

A cooperativa informou ainda que “reitera a absoluta confiança na Justiça e espera agora confirmar a venda da Itambé para a Lactalis, após julgamento do agravo da Itambé sobre esta questão nas próximas semanas”.

 

Conforme a nota explica, a CCPR necessita dessa decisão para concluir o contrato de longo prazo de fornecimento de leite com a Lactalis, de forma a evitar prejuízos para as 6,5 mil famílias dos seus cooperados. “Com a conclusão desta operação – já validada pelo CADE -, ganham os produtores de leite, ganha a economia de Minas Gerais, ganha o Brasil”, disse a CCPR.

 

RESPOSTA DA VIGOR

 

A Vigor, por meio de sua assessoria de imprensa, enviou esta nota:

 

 Ao suspender a venda da Itambé à Lactalis, a 1ª Câmara Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo preserva os direitos da Vigor, impedindo que um ato ilegal se torne fato consumado. As decisões tomadas até o momento pelo Poder Judiciário têm natureza cautelar, sendo que o mérito – a validade da operação entre Vigor e CCPR – será decidido em arbitragem.

 

Não há até o momento qualquer decisão colegiada que tenha discutido a validade da operação entre Vigor e CCPR. Qualquer manifestação diversa é uma tentativa reprovável de manipular a imprensa e maquiar o real efeito da contundente decisão de hoje: impedir que o contrato ilegal celebrado entre CCPR e Lactalis gere qualquer efeito.