Artigo

Estratégia, Agro e Futuro

Estratégia, Agro e Futuro

Fonte: Marcus Vinícius C. P. Falleiros

Formação: Cafeicultor, Pecuarista, Delegado Regional da SRB e Presidente do Clube das Cavalhadas da Franca.
Contato: www.facebook.com/marcus.falleiros
Data: 10/05/2018

Nosso país é a única nação do cinturão tropical da Terra que foi capaz de alcançar o posto de potência agrícola. Os cultivos tropicalizados, com diferentes ciclos, permitiu-nos aproveitar nossas terras em todas as condições climáticas. A tecnologia e a inovação do manejo, transformaram nossos solos mais pobres em áreas férteis. Nossas práticas sustentáveis e nossa moderna forma de manejar a terra, são um verdadeiro arsenal de defesa ambiental. A vocação, somada ao empreendedorismo dinâmico do homem do campo brasileiro, conduziu nossa agropecuária a um patamar que fez da produção nacional um elo primordial para a segurança alimentar do Brasil e do globo.

Firmemente baseado em conhecimento e tecnologia, o modelo agrícola nacional, colocou o Brasil em destaque como protagonista de uma abrangente revolução na produção de alimentos na zona tropical. Apesar dos avanços, o prospecto da demanda alimentar para o decorrer deste século indica um número grande de desafios para o agro brasileiro, dentre os quais: a) eficiência ainda maior no uso da água e do solo; b) o combate a novas pragas; c) a redução dos impactos ao meio-ambiente; d) a demanda cada vez maior por alimentos seguros e nutritivos, que propiciem bem-estar e saúde; e) excedentes de produção, com vistas à exportação, essenciais para a paz e a segurança alimentar global.

Há o risco de que questões conjunturais e preocupações momentâneas nos empurrem no sentido a prejudicar a inovação e a criatividade que necessitaremos para a pavimentação de um caminho de longo prazo para nossa produção agrícola. Sem embargo, os desafios e o dinamismo cada vez maiores da sociedade demandarão respostas cada vez mais imediatas às necessidades dos mercados e da população. Tristemente, não é incomum, a existência de muitas discussões voltadas ao passado e ao presente, com pouca ênfase no caminho em direção ao futuro, por certo mais complexo e desafiador.

Conclui-se que o agronegócio brasileiro terá que dar essas respostas a uma sociedade cada vez mais urbana e exigente, a um modelo de desenvolvimento centrado sobretudo na sustentabilidade e a mercados certamente mais competitivos. A solidificação de um futuro que se sustente para nossa produção agropecuária passará, sem sombra de dúvida, pela nossa capacidade de conduzir sistemas cada vez mais complexos e mutáveis e a integração agro-cidade.