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Concurso Cachaça.SP: resgate cultural da bebida foca na sustentabilidade da cadeia da cachaça paulista

Produtor rural passou por um processo de tecnificação e busca pela eficiência para se tornar cada vez mais competitivo no mercado.

Diante dos novos desafios em atender às demandas do setor, os Institutos de Pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, têm investido no aprimoramento contínuo da cachaça paulista.

Realizado nessa quarta-feira, 13, na capital paulista, o lançamento 1º Concurso Estadual da Cachaça Paulista busca fortalecer, valorizar, divulgar e realizar um resgate cultural da cachaça produzida no Estado de São Paulo, focando na sustentabilidade da cadeia da cachaça paulista. O concurso é iniciativa do Grupo de Estudos da Cadeia da Cachaça (Gecca), atendendo à demanda da cadeia produtiva, realizado por meio da Secretaria de Agricultura.

O Gecca é composto por pesquisadores das unidades de pesquisa da Apta Regional de Piracicaba e de Bauru, sob a coordenação da pesquisadora Elisangela Marques Jeronimo Torres, em parceria com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), além da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Câmara Setorial da Cachaça Paulista e Universidades. 

Os Institutos de Pesquisa têm fomentado a cadeia de produção da cachaça com estudos de variedades de cana-de-açúcar. Além disso, o apoio ocorre juntamente com as ações do Gecca, que atua em atividades de pesquisa, desenvolvimento, inovação tecnológica e transferência de conhecimentos a todos os atores da cadeia da cachaça. 

Segundo Elisangela, a adoção de novas tecnologias está em constante evolução no setor, junto às boas práticas no processo de produção, à qualidade da cana-de-açúcar como matéria-prima, às linhagens de levedura para fermentação, aos cuidados com a destilação e à dinâmica da comercialização.

“O Estado de São Paulo produz cachaças de excelente qualidade, reconhecidas em concursos nacionais e internacionais de destilados. O produto hoje tem novo status, destinado a um nicho de consumidores mais exigentes e dispostos a pagar mais por uma bebida diferenciada”, enfatiza Elisangela.

Os pesquisadores participaram da retomada da Câmara Setorial da Cachaça Paulista, dos lançamentos do livro “Cachaça.SP” e da Instrução Prática “Produção Artesanal de Derivados de cana-de-açúcar: açúcar mascavo, melado e rapadura” (em parceria com Cati), e se envolveram em eventos e feiras de divulgação da bebida de qualidade produzida no Estado de São Paulo.

Além disso, o Programa Cana do Instituto Agronômico (IAC-Apta) está realizando testes com quatro variedades de cana-de-açúcar [IACCTC-8008, IACSP97-4039, IACSP95-5094 e IACSP01-5503] em regiões produtoras de cachaça do Litoral Norte de São Paulo e do Estado do Rio de Janeiro. Os experimentos tiveram início no começo deste ano. Para produzir cachaça, a variedade deve ter baixo teor de fibras, alto teor de sacarose e baixo teor de acidez, e também ser produtiva, resistente a doenças e adaptada à região onde será cultivada.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, a iniciativa do governo do Estado fortalece o setor e garante competitividade à cachaça paulista. “Esse concurso é uma jóia da Secretaria. Em sua primeira edição, já está fazendo história”, concluiu.

Variedades de cana para cachaça

O Programa Cana do Instituto Agronômico (IAC-Apta) está realizando testes com quatro variedades de cana-de-açúcar [IACCTC-8008, IACSP97-4039, IACSP95-5094 e IACSP01-5503] em regiões produtoras de cachaça do Litoral Norte de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os experimentos tiveram início no começo deste ano.

Para produzir cachaça, a variedade deve ter baixo teor de fibras, alto teor de sacarose e baixo teor de acidez, além de ser produtiva, resistente a doenças e adaptada à região onde será cultivada.

“É desejável, porém não imprescindível, que a cana tenha fácil despalha e apresente pouco joçal, que são cristais de silica (pelos) das folhas de cana que podem provocar alergia nos trabalhadores”, explica a pesquisadora do Programa Cana IAC, Raffaella Rossetto.

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