Tecnologia

Com regras mais simplificadas, drones ampliam espaço na agricultura

Diante da cada vez maior aplicação de drones para a agricultura, a ANAC recentemente simplificou as regras.

O uso de drones para a agricultura vem chamando a atenção do segmento. É cada vez mais comum vermos estas pequenas aeronaves percorrendo lavouras, seja para mapear áreas, seja para processos de pulverização.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estimam que há cerca de 2,5 mil drones registrados no país que têm uso agrícola. Mas a previsão é que essa “frota” seja incrementada em 10 mil aeronaves até 2028. 

Isso praticamente exigiu uma corrida dos órgãos competentes para atualizar as regras. Um exemplo são as novas regras desenvolvidas pela ANAC que simplificaram as regras para o uso de drones agrícolas.

Jonas Vidal Ferreira, analista técnico em Drones da Drone Visual e entusiasta das muitas aplicações de drones para a agricultura, dá maiores explicações.

MUITAS APLICAÇÕES NO CAMPO

Com diversas possibilidades de uso, os drones agrícolas são “os equipamentos do momento”. Eles possuem muitas aplicações e são essenciais para elevar a eficiência na gestão das fazendas.

Mas você sabe o que são os drones agrícolas? Basicamente, os drones agrícolas são aeronaves remotamente pilotadas que possuem os mesmos conceitos de aviões e helicópteros, porém não possuem pilotos, nem tripulação embarcada, por isso são conhecidos como ARPs (Aeronaves remotamente pilotadas).

Segundo Jonas Vidal Ferreira os drones possuem duas arquiteturas principais: drones de “Asa Fixa” e drones “Multirrotores”. “Ambas as tecnologias de drones para agricultura oferecem fotografias de alta precisão que podem ser analisadas unicamente ou transformadas em mapas através de procedimentos de captura e processamento de imagens”. 

Esses dados capturados pelos drones auxiliam na identificação de falhas no plantio, infestação de plantas daninhas, ataque de pragas, doenças nas plantas e problemas de irrigação. 

O analista técnico da Drone Visual ressalta também que os drones representam uma tecnologia essencial para a agricultura de precisão. “As informações geradas pelos drones ajudam a conhecer as particularidades de cada área da fazenda, fornecendo uma visão aérea que facilita a identificação de espaços ideais para o plantio, áreas de preservação e muito mais”.

DRONES PARA PULVERIZAÇÃO

Além de realizar o monitoramento e as análises agrícolas, os drones especializados em pulverização vêm ganhando espaço. Eles oferecem a capacidade de aplicar produtos de forma precisa em áreas específicas. “Isso possibilita a redução dos custos com produtos fitossanitários, aplicando-os somente onde são necessários”, salienta Ferreira. 

Além disso, seu uso na pulverização oferece uma alternativa segura e eficiente, eliminando a necessidade de trabalhadores expostos aos riscos de exposição e intoxicação por produtos químicos, além de economia para o produtor que não sofrerá com o amassamento do solo e usará menos produtos por hectare. 

Outras vantagens incluem a capacidade de realizar aplicações complementares com alto grau de rapidez, precisão, qualidade e foco em áreas específicas.

Consequentemente, essas operações ganham espaço no campo e favorecem a eficiência na gestão da fazenda com significativa economia de recursos e de custos.

DICAS PARA ADQUIRIR DRONES AGRÍCOLAS

Quando falamos de drones para agricultura, logo entendemos que há drones para as mais diversas aplicações, como mapeamento aéreo, softwares de processamento de imagens e os drones de pulverização.

Partindo disso, a escolha irá depender do uso do drone e também do valor a ser investido. A aeronave será destinada à obtenção de imagens ou para pulverização?

Importante ressaltar que os modelos disponíveis no mercado são bastante variados, e seus custos de investimento, consequentemente, também variam.

A autonomia de voo também precisa ser considerada. Há drones que vão de 8 a 30 minutos. Portanto, é essencial entender qual será a necessidade e somente depois escolher o equipamento mais adequado.

Além disso, Jonas Ferreira salienta que o piloto deve estar capacitado e habilitado para operar essas aeronaves. Por essa razão ele indica que o investimento em treinamento é essencial.

Ele explica que a busca por cursos específicos é imprescindível. “Nos cursos, os profissionais terão acesso a uma metodologia de ensino de qualidade, com conteúdo atualizado e voltado para as necessidades do mercado, capacitando todos a realizar a operação de drones em atividades de mapeamento, análise de dados, monitoramento de culturas e pulverização”.

Com esse treinamento, o operador se torna um profissional mais completo e qualificado, pronto para atender às demandas do mercado e aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pela tecnologia.

Diante disso tudo, Jonas Ferreira ressalta que é preciso ir muito além do que apenas ter um bom drone. “É necessária muita análise na hora de adquirir o melhor equipamento de acordo com a necessidade e investimento, para isso, sempre indicamos que os profissionais busquem empresas qualificadas no mercado, com o Know-How necessário para fornecer uma consultoria específica e alinhada com as necessidades”.

NOVAS REGRAS SIMPLIFICAM O USO

No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) é o órgão responsável por ditar as regras no uso de drones. E diante do atual cenário, a ANAC recentemente simplificou as regras para o uso de drones na agricultura.

Basicamente, a ANAC, por meio da Resolução nº 710, Emenda nº 03 ao RBAC-E nº 94 que entrou em vigor em 01° de maio de 2023, simplificou o cadastro e o uso de drones agrícolas pulverizadores no campo.

Com essa normativa, Jonas Ferreira explica que os equipamentos, quando operados para dispersão de fertilizantes e defensivos, operando em linha de visada visual (VLOS) ou visual estendida (EVLOS) e em até 400 pés (120 metros de altura), serão enquadrados na Classe 3 de drones, independentemente do peso máximo de decolagem. 

“Com isso, os drones pulverizadores podem ser registrado de forma simples e fácil através do SISTEMA SISANT da ANAC e os operadores poderão solicitar autorizações de voo por meio do sistema SARPAS do DECEA e estarem dentro da lei para realizar as aplicações”, complementa Ferreira. 

Antes dessa simplificação, o especialista da Drone Visual explica que os drones pulverizadores que tivessem mais de 25kg de peso de decolagem precisavam obter registros específicos emitidos pela ANAC. 

“Esse processo poderia demorar semanas e até mesmo meses, o que fazia com que muitos pilotos realizassem as suas atividades sem obter os devidos registros. Hoje em dia, os pilotos pulverizadores estão mais confiantes em campo, pois sabem que estão trabalhando dentro da lei”, complementa o especialista.

Dessa forma, Jonas Ferreira explica que diante da simplificação das regras e do avanço da tecnologia o uso de drones só tende a crescer na agricultura. 

“No futuro próximo, os drones serão de grande valia para contribuir com o aumento da produção no mesmo espaço, além de ajudar na construção de uma agricultura muito mais sustentável”, finaliza.

FONTE: AGRISHOW DIGITAL

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