fbpx
Revista Attalea Agronegócios
Política Agrícola

CNA mostra impactos da reforma tributária para culturas como soja e milho

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu, na quinta (20), a Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas para alinhar com as Federações de Agricultura Estaduais e as entidades representativas os impactos da Reforma Tributária para o setor, entre eles, aumento dos custos de produção em culturas como arroz, soja e milho.

A CNA está tratando da reforma tributária em todas as comissões nacionais, mostrando o impacto das propostas em análise no Congresso Nacional e solicitando a mobilização das Federações e entidades representativas, no sentido de sensibilizar as bancadas parlamentares dos estados sobre os prejuízos que o aumento da carga tributária trará para a produção de alimentos no Brasil.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, disse que a CNA é favorável a uma reforma que simplifique o sistema atual, que resguarde a segurança jurídica e que não aumente a carga tributária da sociedade e nem do setor agropecuário.

Na Comissão, Conchon apresentou os principais pontos das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) número 45, da Câmara, e a PEC número 110, do Senado, e também da proposta do Governo Federal, o PL 3887, que tratam da Reforma Tributária no Congresso Nacional.

Segundo ele, as propostas hoje debatidas podem penalizar o agro como um todo, com aumento da carga tributária e com a exigência de burocracias que não existem atualmente. “Na PEC 45, por exemplo, o produtor passar a contribuir com uma alíquota de 25%, além disso, amplia a burocracia do produtor rural, pois exige que ele tenha uma contabilidade mensal da sua atividade” afirmou.

Conchon citou o aumento dos custos com insumos nas culturas da soja e do milho em Cascavel (PR) que devem passar, por exemplo, de uma participação de 15% para 17% nos fertilizantes, de 14% par 16% em fungicidas, e de 7% para 8% em sementes. Em algumas regiões como é o caso de Sorriso/MT o custo de produção pode aumentar em até 19%. 

“Com o aumento da carga tributária e custo de produção haverá queda na rentabilidade dessas culturas. Poderemos ver muitos produtores saindo da atividade porque não haverá condições de continuar”, avaliou.

O presidente da Comissão, Ricardo Arioli Silva, reforçou a importância de construir uma opinião unânime respeitando as diferenças de cada estado.

“Reforma sim, mas aumento de impostos não. Quando se trata da produção agropecuária, quanto menos imposto nos insumos e na própria produção, melhor para todo mundo. Quando você aumenta o custo de produção, menor é o volume de produto gerado.”

FONTE: Assessoria de Comunicação CNA

Related posts

SP prorroga prazo para entrega da declaração de vacinação contra febre aftosa

Revista Attalea Agronegócios

Ministra defende que Congresso discuta retorno de desconto na conta de energia dos produtores

Recolhimento do FUNDESA é nova opção para pecuária em Minas Gerais

Revista Attalea Agronegócios

Deixe um comentário