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Revista Attalea Agronegócios
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Frutas

Aprenda a fazer uma armadilha caseira para capturar a mosca-das-frutas em pomares comerciais e domésticos

Praga agrícola presente em todo o território brasileiro, a Mosca-das-Frutas foi tema de diversos encontros na sede da CATI – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, como o que ocorreu no 2º Encontro de Inovações em Fruticultura, onde foi discutido, entre outras ações, o controle biológico do inseto com a introdução de machos estéreis. A praga, que acomete variados tipos de frutas, faz ataques cíclicos, dependendo do clima e das medidas de prevenção adotadas. O período de maior ocorrência das moscas vai de novembro a março, quando as temperaturas são mais altas.

Quem ainda não conhece a mosca, logo associa o nome à famigerada “mosca doméstica”, encontrada facilmente nos lares dos brasileiros. A praga, na verdade, é uma velha conhecida dos produtores de goiaba, pois também é chamada de “bicho-da-goiaba”. Embora os produtores do fruto tenham familiaridade com esse inseto, a mosca-das-frutas causa danos à maioria das plantações frutíferas.

No Brasil, existem dois gêneros considerados os mais importantes desse inseto: a Anastrepha, com mais de 94 espécies identificadas até o momento, e a Ceratitis, com somente uma espécie, a Ceratitis capitata. As espécies de Anastrepha são nativas das Américas Central e do Sul, enquanto que a C. capitata foi introduzida no Brasil no início do século XX e hoje é encontrada em todo o País, pois a forte incidência dessa praga se reflete no grande número de hospedeiros, tantos de frutíferas comerciais como de nativas, de forma que nas regiões mais quentes o ataque é efetivamente maior.

Mosca-das-Frutas Anastrepha_spp
Mosca-das-Frutas Ceratitis capitata

Em suma, todas as espécies atuam de maneira semelhante, fazendo postura (colocando ovos) no interior do fruto, local onde emergem as larvas que se alimentam da polpa, o que afeta a qualidade dos frutos, deixando-os impróprios tanto para o consumo in natura como para a industrialização.

Após atacados, os frutos amadurecem prematuramente e caem das plantas, passando por um processo de podridão generalizada causado pela infecção secundária de patógenos (organismos que são capazes de causar doença em um hospedeiro). Somente no momento da colheita o produtor terá conhecimento em relação ao nível de agressividade do acometimento de seu fruto, dada a maneira como a mosca ataca. Dessa forma, os produtores, certamente, terão prejuízos, sobretudo os que exportam as frutas produzidas em solo brasileiro, pois a presença da doença, em alguma inspeção, acarreta o embargo à exportação, causando prejuízos financeiros para o produtor.

A armadilha

Embora a aplicação de inseticidas ofereça controle efetivo nos pomares comerciais, o produto químico pode deixar resíduos nos frutos, pois deve ser aplicado próximo à data da colheita. Sendo assim, as armadilhas caseiras podem servir como parâmetro para determinar se existe ou não a necessidade de aplicação de defensivos agrícolas em uma determinada propriedade. Para os pomares domésticos, a armadilha pode controlar ou até diminuir a incidência do ataque das moscas quando são utilizadas em quantidades recomendadas por profissionais da área. O material PET, plástico resistente para fabricação de garrafas, frascos e embalagens, é o indicado para a confecção da armadilha.

Preparação:

Retire o rótulo da garrafa, se houver. Com o auxílio de uma régua e de uma caneta marcador permanente, meça o meio da garrafa a partir da base até antes do gargalo e marque quatro pontos equidistantes ou em cruz alinhados.

Na fonte de calor, aqueça a ponta do vergalhão e aplique, furando sobre os pontos marcados, fazendo giros de meia volta, com a finalidade de obter um furo no diâmetro do vergalhão. Dica: afinar a extremidade do vergalhão facilita o furo.

Prenda uma das extremidades do arame no gargalo da garrafa, logo abaixo do encaixe da tampa, sendo que a outra extremidade será usada para pendurar a armadilha na fruteira.

Isca atrativa

Antes de pendurar a armadilha na fruteira, o usuário deve abastecê-la com a isca, que nada mais é do que um atrativo alimentar.

Existem várias possibilidades de isca, segundo apresenta a publicação técnica da Embrapa “Armadilha PET para captura de adultos de moscas-das-frutas em pomares comerciais e domésticos”. São elas:

– proteína hidrolisada a 5%. Para preparar 500mL de solução, diluir 25mL da proteína hidrolisada em 475mL de água;

– melaço de cana-de-açúcar a 7%. Diluir 35mL de melaço em 465mL de água para preparar 500mL de solução;

– sucos de fruta, tais como suco de uva 1:4 (uma parte de suco para quatro partes iguais de água) ou suco de pêssego 1:10 (uma parte de suco para 10 partes iguais de água).

Mais informações: (19) 3743-3870 ou 3743-3859

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