fbpx
Revista Attalea Agronegócios
Cafés Especiais

Luiz Ricardo Pimenta: Conheça a história de empreendedorismo, capacitação e sucessão no campo do jovem campeão do Cup of Excellence 2020

O maior valor pago por uma saca de café no Brasil foi registrado há dois anos, equivalente a R$ 73 mil por cada unidade de 60 kg do produto cultivado na Fazenda Primavera, em Angelândia (MG), região da Chapada de Minas Gerais, que foi o vencedor do Cup of Excellence – Brazil 2018, principal concurso de qualidade para grãos especiais do mundo, realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

A busca pela quebra desse recorde se renova a cada edição anual da competição. Em 2020, os 30 vencedores do concurso serão ofertados na quinta-feira, 10 de dezembro, a partir das 11h, através de plataforma on-line, e um dos candidatos a comercializar seu café por preços bem superiores ao mercado convencional é o atual e mais jovem campeão do Cup of Excellence no Brasil, Luiz Ricardo Bozzi Pimenta de Sousa, aos 20 anos.

Apesar de a cafeicultura vir desde o berço em sua vida, esse café campeão poderia nunca ter surgido, já que o pai, José Luiz Pimenta, desejava outros caminhos a seus filhos, sugerindo que outra profissão poderia ser melhor para Luiz Ricardo e seu irmão Luiz Henrique Bozzi Pimenta de Sousa, quatro anos mais velho.

“Nosso pai realmente não queria que a gente permanecesse na propriedade, porque ele não desejava para nós o enfrentamento de todas as dificuldades e desafios quando se trabalha com a cafeicultura, quando se é agricultor. Ele entendia que poderíamos buscar carreira como médico, advogado ou veterinário”, conta Luiz Ricardo.

Mas o ingresso do irmão, em 2010, no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), campus de Venda Nova do Imigrante (ES), terra natal dos Pimenta, mudou completamente o futuro da família.

“No Ifes, Luiz Henrique teve contato com o professor Lucas Louzada, que começou a transmitir muitos conhecimentos sobre cafeicultura, provas de degustação, a questão da qualidade e dos cafés especiais. Isso fez com que ele começasse a se apaixonar pelo ramo e despertasse um interesse muito grande pela atividade”, conta o irmão.

Já Luiz Ricardo fez curso técnico em agropecuária, o que despertou sua paixão por plantas, cultivares e solo. “Na escola, seguimos um princípio agricultura orgânica, sustentabilidade, agroecologia. Isso fez com que eu me apaixonasse pelo setor e quisesse trazer algo diferente e melhor para dentro da propriedade. Foi através desse entusiasmo que começamos o desenvolvimento dos nossos cafés”, explica.

VISÃO EMPREENDEDORA

O professor do Ifes, Aldemar Polonini Moreli, destaca o papel motivador da academia voltado para que esses estudantes sejam empreendedores e não empregados, o que os fez entender que constituir seu próprio negócio, investir nele, no avanço tecnológico, na lacuna aberta da produção de cafés especiais é um fator preponderante.

“Todos esses jovens são filhos de produtores daquele formato antigo. À medida que tiveram oportunidades, enxergaram que conseguiriam, empregando tecnologias, com mão de obra familiar e patrimônio que a família já possui, alavancar o negócio estando no campo. E o desenvolvimento do café na propriedade tornou-se sensível à medida que viram que, se levar tecnologia, obtêm excelentes resultados, porque o fator produção já existe”, aponta.

Alinhado a esse ingresso dos irmãos, soma-se o histórico cafeeiro do pai e de seus tios, que, em 1998, após um trabalho desenvolvido pela então Cooperativa Pronova, com monitoramento do hoje deputado federal Evair de Melo, entusiasmaram-se com a questão da qualidade e passaram a conseguir melhores preços por seus cafés.

“Esse foi um passo importante em nossa história, porque, até então, na região, nossos cafés eram dados como ‘simplesmente rio’, não existia o conceito de que conseguiríamos fazer cafés estritamente moles, especiais. Eles introduziram o descascador na propriedade, em 2003, fizeram um grande trabalho, mas, infelizmente, não tiveram tanto êxito na questão da qualidade. Chegaram a cafés considerados duros e dependiam muito de como o comércio local classificava o produto; desafios e dificuldades que justifica meu pai ter pensado em outro futuro a nós”, recorda Luiz Ricardo.

De volta ao presente, a chama dos cafés especiais reacendeu com o desenvolvimento de Luiz Henrique, que se qualificou com os conhecimentos absorvidos no Ifes. “Ele teve acesso a inovações tecnológicas, abriu novos horizontes e voltamos a despertar para a cafeicultura com maior valorização. Como tínhamos conhecimento e passamos a nos deparar com a chegada de novas tecnologias, com o suporte dos professores do Ifes conseguimos um desenvolvimento muito rápido nesse sentido”, comenta o irmão.

Luiz Henrique revela que passaram a fazer investimentos na qualidade do solo, tratando-o como um canteiro vivo. “Buscamos avançar mais na lavoura, na nutrição, na questão da qualidade do solo”, conta. “Investimos desde o plantio, o manejo do solo, porque não é possível produzir um café especial se não tem um cuidado especial com seu solo, com sua planta”, completa o irmão.

Ambos destacam que também aprimoraram o processo de pós-colheita, fazendo descascamento dos cafés e investindo em infraestrutura para secagem e armazenamento. “Adquirimos conhecimento e confiança no processo que realizamos, desde coisas básicas, que começaram a dar muito resultado”, fala Luiz Ricardo.

Luiz Henrique, João Paulo Marcate, Luiz Ricardo, Dério e Philippe Brunelli, jovens pesquisadores e produtores de cafés especiais.

CAPACITAÇÃO

Toda a evolução no processo produtivo também contou com a ajuda da Associação Brasileira de Cafés Especiais, onde Luiz Henrique se formou como Q-Grader, provador de café qualificado, controlado e profissionalmente treinado pelo Coffee Quality Institute (CQI).

“O curso de Q-Grader da BSCA foi muito importante porque a gente saiu do achismo. Antes, levávamos a amostra aos corretores e eles davam sua opinião, sem que pudéssemos contestar. A partir do momento que fiz o curso, consegui entender o que a gente estava produzindo, aonde poderíamos chegar, quais mercados a gente poderia buscar, isso teve um impacto muito grande, porque sabendo o que se está produzindo, também se sabe onde investir para otimizar a qualidade, melhorar os processos, ver qual se adapta melhor à nossa região, qual empregar em cada safra e qual o melhor resultado. Todo começo de safra fazemos uma triagem e foi assim que chegamos ao café campeão do Cup of Excellence”, explica o mais velho.

A história de qualificação dele no café também cruza o caminho da BSCA em outras ocasiões. “Tive a oportunidade de ser juiz do Cup of Excellence por duas vezes. Em uma delas, em 2017, tive o orgulho de fazer parte da equipe de apoio em Venda Nova (do Imigrante), na nossa cidade, e foi assim que vi cafés de elevado padrão e passei a almejar esse know how que muitos produtores têm e lutam para manter na produção de cafés de excelência”, recorda.

Lucas Louzada, professor do Ifes e responsável pelo direcionamento de Luiz Henrique ao nicho de cafés especiais, celebra o resultado alcançado pelo aluno e seu irmão. “Para nós, é uma alegria imensa ver o que foi aplicado na sala de aula e nos laboratórios refletir na vida destes egressos, jovens que receberam formação acadêmica e estão conseguindo empreender, ousar e realizar coisas grandes com a produção de cafés especiais”, comemora.

Para ele, o campus de Venda Nova do Imigrante do Ifes se transformou em um grande celeiro de formação de provadores de cafés especiais e capacitador de jovens produtores. “Acredito que o conceito de laboratório ‘portas abertas’ é o diferencial. Todos são bem-vindos, os produtores são atendidos por nossos alunos, que são treinados e ficam sob supervisão dos professores, caso seja necessária alguma intervenção técnica. Os alunos possuem um ambiente inovador, empreendedor e que possibilita a integração com a comunidade”, revela.

O professor Moreli também salienta o fato de esses jovens se constituírem exemplos de sucessão familiar bem sucedida. “Através dos treinamentos dados com cursos de cafés especiais, temos conseguido levar para o campo, à unidade produtiva, aquilo que é o maior paradigma da geração de tecnologia. A academia a gera, mas a extensão tem dificuldade em empregar. Porém, através desses treinamentos que desenvolvemos, conseguimos trazer pai e filho e a melhor absorção por parte dos jovens tem alavancado o campo”, pontua.

O CAFÉ CAMPEÃO
Dotados do conhecimento adquirido, os irmãos, a cada safra, realizam a classificação de seus cafés, sendo especiais ou não. Para o Cup of Excellence, eles contavam com 60 lotes provados, a partir dos quais, selecionaram os 10 principais e afunilaram até chegar aos melhores cinco, que “blendaram” para preparar a amostra inscrita no concurso.

“Esse café que ‘blendamos’ contem notas com alto teor de melaço, leve direcionamento de sabor para capim-limão, cítrico e também notas de mel. Quando agrupamos isso, essas nuances ficaram muito nítidas, o café ficou muito balanceado e não existia adstringência, ficou um café com um potencial muito alto, o que fez com que a gente acreditasse em uma conquista futura com esse lote, preparado especificamente para o Cup of Excellence, que acabou campeão”, descreve Luiz Ricardo.

EXEMPLO TANGÍVEL
Com a conquista, os jovens irmãos querem servir de exemplo e inspiração a juventude e aos agricultores familiares locais. “A gente espera entusiasmar de forma geral os jovens e os pequenos cafeicultores da nossa região, pois nosso resultado prova que é possível, sim, produzir pouco e com grande qualidade; que é possível, sim, superar os desafios, pois quebramos o tabu de que, em nossa cidade, não conseguiríamos produzir cafés especiais”, salienta o irmão mais novo.

Luiz Henrique espera que a conquista inspire jovens e agricultores familiares a seguirem o caminho da qualificação. “Café especial é um caminho sem volta, com rentabilidade muito grande. E não é só questão de preço, mas também de qualidade de vida, pois quando se trata o solo com mais carinho, quando há mais respeito com a natureza, nos tornamos seres humanos melhores e passamos a ter melhores produções. Tudo isso foi o que aprendi no Ifes e na BSCA, que foi um divisor de águas para a gente sempre estar motivado a investir mais em qualidade e no bem estar das lavouras e no nosso bem estar, o que é refletido na qualidade final”, completa.

CONTRIBUIÇÃO COM SEU ENTORNO

O professor Moreli diz que os irmãos e uma turma de jovens qualificados pela instituição possuem uma ímpar vocação para contribuir com as pessoas de seu entorno. “Eles focam o desenvolvimento da comunidade como um todo, irradiam esse espírito à sociedade local e estimulam que se capacitem e avancem na produção de cafés especiais, irradiando aos produtores os caminhos a percorrer e a quem procurar”, elogia.

IMPORTÂNCIA ACADÊMICA

Com foco em capacitar os produtores da região de Venda Nova do Imigrante, o Ifes iniciou o projeto de criação de seu Laboratório de Análise e Pesquisa em Café (LAPC) em 2014, com o professor Lucas Louzada, que, recém chegado ao campus local, deu sequência à profissão que exercia no setor privado como provador, buscando atender a comunidade e treinar alunos para a prática de análise sensorial e produção de cafés especiais.

“Tudo nasceu de forma muito simples, fruto de parcerias para aquisição dos equipamentos para a montagem do Laboratório. Com o passar dos anos, o projeto ganhou força e robustez em relação à comunidade científica, dada a notoriedade junto ao território e ao lastro de produção científica dos pesquisadores que hoje atuam junto ao LAPC”, conta o docente.

Segundo ele, a parceria com a BSCA foi essencial, uma vez que era necessário formar Q-Graders para executar as análises sensoriais com certificação. Nesses seis anos de parceria com a Associação, foram graduados seis alunos como bolsistas, que hoje atuam no setor privado como empreendedores ou estão concluindo sua formação acadêmica.

Além disso, o estreitamento da parceria permitiu que vários dos alunos passassem a integrar concursos da BSCA como equipe de apoio, como o exemplo de Dério Brioschi Júnior, que, em 2017, foi o mais jovem juiz da Fase Internacional do Cup of Excellence. “Essa experiência nos permitiu aproximar muitos produtores da BSCA, dando suporte aos concursos de qualidade e ações de promoção dos cafés especiais no Brasil e no mundo”, conta.

SUCESSÃO NO CAMPO

A sucessão familiar no campo, em especial na cafeicultura, é um assunto que preocupa em todos os países produtores, que ainda observam certa resistência dos jovens ou mesmo de seus pais para que permaneçam no meio rural. Contudo, exemplos como o dos irmãos Pimenta vêm de encontro a esse cenário e demonstram que, bem orientados, com aplicação de inovações e tecnologias, a tendência é que se desperte o desejo pela continuidade e, ainda, que estimulem outros jovens a investirem no agronegócio e seguirem no campo.

“No passado, era comum o jovem sair do campo e ir para a cidade para fugir da lida da roça. Hoje, com o trabalho que instituições como o Ifes e a BSCA desenvolvem, é comum o jovem vir para a cidade, estudar e retornar ao campo para aplicar o conhecimento”, comenta Louzada.

Ele explica que esse é o diferencial dos Institutos Federais, que usam ciência e tecnologia em prol do progresso e da atuação técnica, ou seja, desenvolvem, validam e aplicam. “Com isso, os jovens que saem de nossa instituição estão preparados para os desafios do cotidiano e, acima de tudo, com o senso de possibilidade de ação técnica, municiados de base para realização de ações inovadoras”, relata.

Para o professor Moreli, é fundamental o processo de transferência de tecnologia que a academia realiza a partir dos jovens, que assumem um papel preponderante nas propriedades. “É uma oportunidade grande, porque os pais, toda a família, passam a ter um entendimento de negócio a partir de uma visão empreendedora desses jovens. Essa conquista coroa todo um trabalho que nós, servidores, assumimos para cumprir o papel governamental que temos. É o Governo entregando à população, que é afoita por oportunidades como essa”, analisa.

PESQUISA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Hoje, o LAPC do Ifes é reconhecido como Coffee Designer Group, um movimento que congrega 45 doutores, 26 alunos bolsistas e diversas universidades, institutos e empresas do setor privado focados na cooperação em prol da produção de cafés especiais.

“Temos como base três pilares fundamentais: ensino, pesquisa e extensão. Nesta lógica, nosso espectro de ensino advém daquilo que produzimos de conhecimento científico através da pesquisa e nossa ação de extensão materializa a prática de ensinar, através do envolvimento que temos com a comunidade. Para o futuro, certamente iremos continuar atuando na formação de jovens alunos, no atendimento à comunidade e na produção de conhecimento científico com qualidade internacional, trabalho que, sem dúvidas, é uma das grandes marcas do Coffee Designer”, diz Louzada.

Professor Moreli acrescenta que a transferência de conhecimento proporcionada pelos jovens também é vital em todo o processo. “A chegada do resultado de investimentos ao público do campo incentiva e abre oportunidade a outras famílias. Além do pilar constituído por pesquisa, tecnologia e inovação, o fator primordial é estarmos no campo, mostrando que é possível, e só conseguimos fazer isso quando uma entidade como a BSCA nos permite, nos ajuda a realizar”, informa.

A citação do docente remete ao ano de 2017, quando a BSCA realizou uma série de atividades e o Cup of Excellence em Venda Nova do Imigrante. “À medida que a Associação expandiu a atuação para o Espírito Santo, a um nicho de produtores de pequeno porte, fez os ver que é possível, sim, fazer cafés especiais. Trazer a esses cafeicultores explicações sobre a importância de se investir em sustentabilidade, rastreabilidade, monitoramento e controle do processo produtivo desencadeou um movimento de mudança, pois as informações passaram a ser tangíveis, palpáveis a eles, que aprenderam qual caminho percorrer”, revela.

Dentro desse contexto, o professor Louzada completa que a produção de café especial com sustentabilidade e qualidade total é outro grande desafio ao futuro, mas que é um conceito que vem sendo trabalhado de forma lenta e gradual nos últimos seis anos e que já rende grandes resultados, como a conquista da família Pimenta, o quarto lugar da família Tozzi e o oitavo lugar da família Braga no Cup of Excellence deste ano.

“Esses produtores fazem parte de um programa de rede do Ifes, que trabalha os pilares de ensino, pesquisa e extensão, focando a qualidade total e a sustentabilidade do negócio. Queremos que mais casos como esses se tornem exitosos e vencedores de concursos, expositores em feiras e mostras de qualidade e, acima de tudo, de garantia de renda para a agricultura de base familiar”, almeja.

COOPERATIVISMO COMO APOIO

Entre os princípios do cooperativismo, constam educação, formação e informação, intercooperação e interesse pela comunidade. E foi embasado neles que o Sicoob Sul Serrano firmou parceria com o Ifes, em 2017, visando investimentos no Cup of Excellence e a promoção dos cafés da região de Venda Nova do Imigrante (ES).

O apoio veio após visitas do professor Lucas Louzada, do diretor Geral Aloísio Carnielli e da diretora de Pesquisa do Ifes do campus de Venda Nova do Imigrante, Adriane Moreira, aos polos de excelência do café de Muzambinho e Lavras, em Minas Gerais, e, principalmente, à BSCA, que tiveram como objetivo levar o Cup of Excellence para o Espírito Santo, especificamente para dentro da instituição.

“Fomos recebidos pela diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, que comentou os desafios, o rigor do evento e a necessidade de financiamento para execução das ações com êxito. Ali nasceu a parceria que perdura até hoje com a Associação, baseada em confiança, sinceridade e muita dedicação ao café brasileiro, além de ter sido a mola propulsora para outra parceria fundamental, a que firmamos com o Sicoob”, revela Louzada.

O presidente do Conselho de Administração da cooperativa de crédito, Cleto Venturim, explica que o investimento da instituição teve dois objetivos claros: dar celeridade às ações de ajuda na formação técnica/acadêmica dos alunos do Instituto e promover o café conilon do Espírito Santo, tendo em vista o espectro do cenário global de cafés e por saber que o conilon é um produto genuíno do Estado.

“Nós, do Sicoob, temos feito investimentos de ordem de fomento para ações de ensino, pesquisa e extensão no Ifes, dando oportunidade para formação técnica, para que os jovens egressos possam ter uma visão empreendedora no território, com uma base bem estruturada, no sentido de preparo para atuarem junto à agricultura, integrando, assim, boas práticas de mercado, ética, empreendedorismo e inovação”, explica.

Venturim diz que, nos últimos três anos, a parceria se tornou validada via convênio de cooperação interinstitucional, o que permitiu a preparação de ações visando formação de novos profissionais, capacitação de agricultores, desenvolvimento e transferência de tecnologia. “Estamos focando nossos esforços e recursos para formação técnica de qualidade e com alta capacidade empreendedora no território capixaba”, conclui.

OLHAR PARA O FUTURO

Ensino, pesquisa e extensão fazem parte do DNA dos professores do Ifes, que olham para o futuro tendo como foco o desenvolvimento do território, algo que consideram primordial para a sustentabilidade das ações institucionais.

“O grande desafio é dar oportunidade para mais alunos, produtores e também integrar outras áreas na temática da qualidade. Trabalhar com promoção de novos mercados, ações empreendedoras e segurança alimentar será sempre um desafio para a agricultura moderna. No caso do café, acredito que o futuro está em reduzir o gap entre consumidor e xícara, proporcionando meios de consumo de cafés especiais de forma simplificada, com foco no terroir brasileiro e na diversidade sensorial que nossos cafés possuem”, conclui o professor Louzada.

E O QUE ESPERAM OS JOVENS CAMPEÕES?

Os irmãos esperam, após a conquista, continuar alcançando a excelência na produção de cafés especiais. “Isso é algo estimulante, importante e que valoriza muito o ser, valoriza muito o nosso saber, como pessoas, e, principalmente, por sermos jovens, é uma ajuda para lidarmos com uma visão diferente da vida, de forma empreendedora, valorizando o nosso trabalho, porque conseguimos fazer cafés excelentes, cafés campeões”, conta Luiz Ricardo.

Luiz Henrique completa que o título do Cup of Excellence traz uma grande responsabilidade, pois os estimula a trabalhar dando continuidade à excelência na produção, no manejo, na formação dos lotes. “Em cada questão que trabalhamos em nossas lavouras, agora, temos esse bom peso de sermos campeões de algo grandioso, o que faz com que tenhamos uma responsabilidade sadia para seguirmos como exemplos a outros jovens e agricultores familiares”, finaliza.

 

FONTE: Paulo André C. Kawasaki
BSCA – Assessoria de Imprensa
ascom@bsca.com.br

Related posts

Klabin desenvolve embalagem que mantém a qualidade do café especial

Revista Attalea Agronegócios

Café Especial: Cup of Excellence tem nota média de 87,6 pontos na pré-seleção

Revista Attalea Agronegócios

Selos da Indicação Geográfica da Alta Mogiana de cara nova

Revista Attalea Agronegócios

Deixe um comentário